{"id":987,"date":"2018-03-27T20:35:40","date_gmt":"2018-03-27T23:35:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ronaldocorreiadebrito.com.br\/site2\/?p=987"},"modified":"2018-03-27T20:42:54","modified_gmt":"2018-03-27T23:42:54","slug":"1964-pelas-lentes-de-fellini","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ronaldocorreiadebrito.com.br\/site2\/2018\/03\/1964-pelas-lentes-de-fellini\/","title":{"rendered":"1964 pelas lentes de Fellini"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Eu tinha doze anos em 31 de mar\u00e7o de 1964. As lembran\u00e7as que marcaram uma gera\u00e7\u00e3o de brasileiros n\u00e3o possuem nenhum romantismo, apenas dor e desejo de repara\u00e7\u00e3o e justi\u00e7a. Para mim, uma crian\u00e7a na \u00e9poca, elas s\u00e3o imagens fragmentadas como as do filme <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Amarcord\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><i>Amarcord<\/i><\/a>, do cineasta Federico Fellini. Tanto na cidadezinha italiana de Rimini, como no Crato, dois meninos assistiram ao espet\u00e1culo do fascismo, sem compreender o que se passava. Em Rimini, os sinos das igrejas tocavam pela chegada da primavera e pela visita de Mussolini. Na minha cidade, mandaram tocar os sinos em louvor ao golpe militar, que bania o perigo do comunismo ateu. E na visita do marechal Castelo Branco, a Igreja e a Prefeitura do Crato ofereceram um banquete das ar\u00e1bias ao cearense ditador e sua comitiva.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"p2\"><span class=\"s1\">No dia 13 de mar\u00e7o, meu pai ouvira o com\u00edcio da Central do Brasil, num velho r\u00e1dio Philips, que antes funcionava a bateria. Lembro os discursos de Arraes, Brizola e Jo\u00e3o Goulart, pois o r\u00e1dio ficava junto de minha rede, e eu n\u00e3o conseguia dormir com o barulho. Achei a voz de Brizola parecida com a dos profetas de Juazeiro do Norte. Os personagens da cena pol\u00edtica brasileira n\u00e3o significavam quase nada para mim, mais ocupado com os banhos nas nascentes do Cariri, o cinema e as revistas em quadrinhos. Minha m\u00e3e, sempre temerosa de tudo, acendia velas para Nossa Senhora Aparecida, uma imagem de porcelana que ganhei de uma tia, quando fiz a primeira comunh\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p class=\"p2\"><span class=\"s1\">Meu pai, um udenista fervoroso, votara em J\u00e2nio Quadros para presidente e, durante a campanha pol\u00edtica, usara uma vassourinha dourada, presa ao bolso da camisa. Tomou um porre no dia em que saiu o resultado da elei\u00e7\u00e3o. Foi a primeira vez que eu o vi embriagado. Minha m\u00e3e, como todas as esposas da \u00e9poca, votava em quem o marido indicasse e preocupava-se apenas com a administra\u00e7\u00e3o da casa, de sete filhos, um irm\u00e3o solteiro, dois sobrinhos e tr\u00eas empregadas, todos sustentados por meu pai. Pol\u00edtica n\u00e3o era assunto de mulheres.<\/span><\/p>\n<p class=\"p2\"><span class=\"s1\">Prenderam nosso vizinho Ded\u00e9 Alencar. Ele p\u00f4s na vitrola um disco da campanha de Miguel Arraes para governador de Pernambuco, e deixou que tocasse o dia inteiro. Falaram que era comunista, mas nunca foi. Vivia ocupado com o com\u00e9rcio de farinha de mandioca, num armaz\u00e9m perto da esta\u00e7\u00e3o de trem. Soltaram Ded\u00e9 no come\u00e7o da noite. A mesma sorte n\u00e3o teve um banc\u00e1rio de nossa rua. Levaram o rapaz de manh\u00e3zinha, quando pass\u00e1vamos pro col\u00e9gio, e nunca mais tivemos not\u00edcia dele. A esposa nervosa e chorando perguntava aos curiosos se nunca tinham visto um homem honrado sendo preso. <\/span><\/p>\n<p class=\"p2\"><span class=\"s1\">Havia muito alvoro\u00e7o em torno da casa de D. Benigna, m\u00e3e de Miguel Arraes, uma casa sertaneja de portas sempre abertas, onde todos eram bem recebidos, proseavam e enchiam a barriga. As irm\u00e3s do governador de Pernambuco cantavam no coro da igreja de S\u00e3o Vicente, onde eu assistia missa. Dona Anilda, a mais velha, foi minha professora de franc\u00eas e um dia me passou uma reprimenda porque falei que o hino do Brasil era mais bonito que a Marselhesa. <\/span><\/p>\n<p class=\"p2\"><span class=\"s1\">Pairava sobre as pessoas interessantes do Crato a aura de comunista. Ningu\u00e9m falava com elas, para n\u00e3o ficar suspeito. Igualzinho ao tempo da epidemia de peste bub\u00f4nica na cidade. Foi no come\u00e7o do s\u00e9culo XX. Prendiam os suspeitos da doen\u00e7a, levavam para um hospital improvisado e de l\u00e1 eles nunca retornavam. Algumas pessoas tamb\u00e9m desapareciam sem deixar rastro, igualzinho aos empestados. <\/span><\/p>\n<p class=\"p2\"><span class=\"s1\">Nem sei que fim levou os jogadores de gam\u00e3o com seus copos de conhaque, ocupados no jogo e conversando sobre pol\u00edtica. Cochichavam que todos eram comunistas, e eu nunca alcan\u00e7ava o significado desse coment\u00e1rio. Tamb\u00e9m n\u00e3o compreendia o que fosse ser burgu\u00eas. O habitante de um burgo? A cidade e seus personagens enchiam minha cabe\u00e7a de fantasias. E o revendedor de cigarros? E o dono da sapataria, com um eterno palito entre os dentes? E as duas professoras ga\u00fachas, aparecidas de uma hora para outra? <\/span><\/p>\n<p class=\"p2\"><span class=\"s1\">N\u00f3s, meninos, para quem as not\u00edcias tardavam nos jornais do cinema, compreend\u00edamos vagamente a \u201cRevolu\u00e7\u00e3o\u201d, o nome que o Regime militar inventou para o golpe e os anos de horror. Havia as novelas de r\u00e1dio, sempre doutrin\u00e1rias. Havia a \u201cAlian\u00e7a para o Progresso\u201d, cujo s\u00edmbolo era duas m\u00e3os apertadas, uma brasileira e uma americana. Os gringos que financiaram o golpe mandavam esmolas de roupas velhas, grandes demais para os nordestinos nanicos, e alimentos, que o bispo diocesano dava aos pobres, quando n\u00e3o vendia. Sonhava-se com a visita de John Kennedy e sua esposa Jacqueline, e com o tricampeonato no futebol. <\/span><\/p>\n<p class=\"p2\"><span class=\"s1\">Somente em 1968, enxerguei de perto o lado truculento de 64. As lentes da c\u00e2mera se modificaram e fotografei estudantes sendo presos e jogados dentro de cambur\u00f5es, em Fortaleza. Em 1969, quando vim morar no Recife, compreendi o significado da express\u00e3o \u201ctempos sombrios\u201d. Foi o ano em que assassinaram o Padre Henrique, assistente do arcebispo Dom H\u00e9lder C\u00e2mara, e balearam o estudante de engenharia C\u00e2ndido Pinto.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>Em 1970, quando j\u00e1 estudava medicina, nosso professor de anatomia nos amea\u00e7ava com o IV Ex\u00e9rcito, em plena sala de aula. Respaldado no terror e na ditadura, ele procurava nos manter submissos. Eu j\u00e1 n\u00e3o era mais crian\u00e7a e come\u00e7ava a ver a realidade sem poesia, atrav\u00e9s de outras lentes. Mas essas s\u00e3o lembran\u00e7as dolorosas, sem humor nem inoc\u00eancia, bem pouco fellinianas.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eu tinha doze anos em 31 de mar\u00e7o de 1964. As lembran\u00e7as que marcaram uma gera\u00e7\u00e3o de brasileiros n\u00e3o possuem nenhum romantismo, apenas dor e desejo de repara\u00e7\u00e3o e justi\u00e7a. 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