{"id":903,"date":"2017-08-02T11:36:01","date_gmt":"2017-08-02T14:36:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ronaldocorreiadebrito.com.br\/site2\/?p=903"},"modified":"2017-08-02T11:36:01","modified_gmt":"2017-08-02T14:36:01","slug":"em-nome-da-falta-de-pai","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ronaldocorreiadebrito.com.br\/site2\/2017\/08\/em-nome-da-falta-de-pai\/","title":{"rendered":"Em nome da falta de pai"},"content":{"rendered":"<p>Quem \u00e9 o amante de <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Marguerite_Duras\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marguerite Duras<\/a>? Dif\u00edcil responder, pois nem mesmo nome ele possui. As coisas e as pessoas precisam do batismo de um nome. Est\u00e1 no mito do G\u00eanese: Deus chamou \u00e0 luz dia e \u00e0s trevas noite. Marguerite Duras n\u00e3o gosta de dar nome \u00e0s pessoas que ama ou odeia. No seu romance, s\u00f3 possuem nome aqueles que significam pouco. O amante possui uma galeria de ep\u00edtetos e jamais um nome: ele; esse homem obscuro de Cholen; o milion\u00e1rio chin\u00eas; o amante de Cholen; o homem de Cholen; o homem elegante; meu amante.<\/p>\n<p>Marguerite Duras cria armadilhas em torno da personagem de 15 anos e meio, que atravessa o Rio Mekong numa balsa. Ora escreve como se fosse a pr\u00f3pria adolescente que estuda num pensionato de Saigon, ora se distancia como se n\u00e3o suportasse os dramas que revela e prefere escrever na terceira pessoa. A menina que usa um vestido gasto de seda natural, sapatos de salto alto em lam\u00ea dourado e um chap\u00e9u masculino com abas retas e lisas tamb\u00e9m n\u00e3o possui nome. Pode ser a pequena prostituta branca do posto de Sadec; a menina; a pobre menina; ou a menina com chap\u00e9u de feltro. Mas o nome de batismo nunca ser\u00e1 revelado, como se ela n\u00e3o tivesse um pai.<\/p>\n<p>A pequena prostituta branca do posto de Sadec possui um amante chin\u00eas a quem ela jura n\u00e3o amar. Possui uma m\u00e3e, referida como a diretora da escola feminina de Sadec, ou essa mulher de uma certa fotografia, ou ela, ou minha m\u00e3e meu amor. Tamb\u00e9m possui dois irm\u00e3os: o irm\u00e3o mais velho, por quem nutre sentimentos desencontrados; e o irm\u00e3o mais novo, que por um lapso da escritora \u00e9 chamado de nosso pequeno Paulo, uma refer\u00eancia ao nome pr\u00f3prio que nenhum outro personagem da trama merece. \u00c9 como se a autora quisesse presente\u00e1-lo com a distin\u00e7\u00e3o do nome, por conta do ac\u00famulo de amor que sentia por ele, t\u00e3o grande que a fez desejar a morte quando o perdeu precocemente.<\/p>\n<p>O romance de Marguerite Duras provoca no leitor o mesmo transtorno de que sofrem a narradora e seus personagens. Somos arrastados por fluxos de mem\u00f3ria e sentimentos contradit\u00f3rios. Muitas vezes ficamos \u00e0 deriva como a balsa que atravessa o Rio Mekong, mas retornamos a um fio narrativo que nos conduz entre afirma\u00e7\u00f5es e negativas, um discurso psicanal\u00edtico. Duras escreve como quem tece e desmancha. Se buscamos nos romances longos a distens\u00e3o que nos alivie dos conflitos da trama, nas p\u00e1ginas compactas de O amante quase n\u00e3o existe tr\u00e9gua nem cessar fogo. As duas narrativas casuais sobre personagens sem import\u00e2ncia \u2013 Marie-Claude Carpenter e Betty Fernandez \u2013, que possuem nome e sobrenome, apenas refor\u00e7am o estranhamento da falta de nome das personagens com significado.<\/p>\n<p>Mas quem \u00e9 o amante dessa menina com chap\u00e9u de feltro, o homem que a apanha todas as noites no pensionato, numa grande limusine preta, e a leva para um quarto em Cholen, bem distante do centro de <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Cidade_de_Ho_Chi_Minh\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Saigon,<\/a> para se amarem at\u00e9 a exaust\u00e3o? Quem \u00e9 esse amante magro e de corpo sem for\u00e7a, sem m\u00fasculos e sem virilidade a n\u00e3o ser a do sexo? E porque a filha da professora de Sadec, que quase nunca refere o pai, que s\u00f3 vagamente nos faz supor que ele morreu, deixa-se banhar por ele, com a \u00e1gua fria de uma jarra, como crian\u00e7a entregue aos cuidados paternos? Talvez para descobrir-se e revelar-se nas \u00faltimas p\u00e1ginas do romance que escreveu na velhice. Do mesmo modo que os psicanalisados resistentes o fazem ao t\u00e9rmino das sess\u00f5es, Duras ou a menina descobre e revela aos leitores que se tornara a filha do amante.<\/p>\n<p>A sombra de outro homem tamb\u00e9m devia atravessar o quarto&#8230;<br \/>\nEu tinha me tornado sua filha. Era com a filha que ele fazia amor todas as noites.<\/p>\n<p>Nesse romance soberbamente bem-escrito, cumpre-se a lei de que todos os livros se enunciam nas primeiras p\u00e1ginas. No come\u00e7o, a filha da professora de Sadec afirma que escrever n\u00e3o \u00e9 nada; escrever n\u00e3o \u00e9 nada sen\u00e3o publicidade. O romance gravita em torno do desejo de escrever, maior talvez que o desejo do pai e do amante. Mesmo que ela negue esse desejo para afirm\u00e1-lo muitas outras vezes.<\/p>\n<p>A menina que brevemente retornar\u00e1 \u00e0 Fran\u00e7a, atr\u00e1s de tudo o que perdeu, tudo o que n\u00e3o teve na inf\u00e2ncia miser\u00e1vel, descobrir\u00e1 um \u00fanico caminho poss\u00edvel para reaver o que lhe foi tirado: o esquecimento. E o \u00fanico esquecimento poss\u00edvel \u00e9 escrever. Pronunciada, a palavra adquire concretude e forma, nunca mais pode ser devolvida aos labirintos escuros do inconsciente. Escrita, ela \u00e9 bem mais poderosa, \u00e9 a \u00fanica possibilidade de se acessar a mem\u00f3ria e transform\u00e1-la em esquecimento. O que se escreve se esquece.<\/p>\n<p>Vou escrever livros. \u00c9 o que vejo para al\u00e9m do instante, no grande deserto que se afigura como a extens\u00e3o de minha vida.<\/p>\n<p>Afirma e faz.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem \u00e9 o amante de Marguerite Duras? 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