{"id":736,"date":"2017-01-18T10:17:47","date_gmt":"2017-01-18T13:17:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ronaldocorreiadebrito.com.br\/site2\/?p=736"},"modified":"2017-01-18T10:20:20","modified_gmt":"2017-01-18T13:20:20","slug":"sobre-labirintos-trevas-e-portas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ronaldocorreiadebrito.com.br\/site2\/2017\/01\/sobre-labirintos-trevas-e-portas\/","title":{"rendered":"Sobre labirintos, trevas e portas"},"content":{"rendered":"<p>O escritor Pedro Salgueiro me encaminhou trecho de uma carta de Rosa de Luxemburgo, escrita da pris\u00e3o de Breslau, numa noite natalina de 1917. Ela diz: No escuro, sorrio \u00e0 vida, como se eu conhecesse algum segredo m\u00e1gico que pune todo mal e as tristes mentiras, transformando-as em luz intensa e felicidade. E, ao mesmo tempo, procuro uma raz\u00e3o para essa alegria, n\u00e3o encontro nada, e tenho que sorrir novamente \u2013 de mim mesma. Creio que o segredo n\u00e3o \u00e9 outro sen\u00e3o a pr\u00f3pria vida; a profunda escurid\u00e3o noturna \u00e9 bela e suave como veludo, basta saber olhar. No estalar da areia \u00famida, sob os passos lentos e pesados da sentinela, canta tamb\u00e9m uma bela, uma pequena can\u00e7\u00e3o da vida \u2013 basta apenas saber ouvir. O texto me deixou inquieto porque veio sem qualquer apresenta\u00e7\u00e3o ou justificativa, aparentemente por nenhum motivo, com um pequeno t\u00edtulo grifado: noite.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel tatear no escuro \u00e0 procura de uma sa\u00edda, mesmo que as portas pare\u00e7am fechadas? N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil reconhecer que o escuro existe, basta ligar a televis\u00e3o ou o r\u00e1dio, ler os jornais e ir ao cinema. Ou olhar pela janela do carro. Voc\u00ea n\u00e3o precisa freq\u00fcentar como paciente a emerg\u00eancia de um hospital p\u00fablico, ou como r\u00e9u uma delegacia de pol\u00edcia. N\u00e3o v\u00e1 t\u00e3o longe. Tamb\u00e9m n\u00e3o se aventure pelas veredas de uma favela, onde igualmente poder\u00e1 se extraviar. O labirinto n\u00e3o passa de um emaranhado de caminhos, dos quais alguns n\u00e3o t\u00eam sa\u00edda, e constituem impasses. No meio dele \u00e9 necess\u00e1rio descobrir a rota que nos levar\u00e1 ao centro, embora se trate de um emaranhado de caminhos, que retardam a chegada do viajante ao centro que deseja atingir.<\/p>\n<p>As trevas sempre nos amea\u00e7aram. Pl\u00ednio, O Velho, at\u00e9 escreveu que encarar a luz \u00e9 para os mortais a coisa mais apraz\u00edvel e o que est\u00e1 sob a terra \u00e9 nada. Jaz escondido, pertence ao mundo da ignor\u00e2ncia. Quando desejamos conhecer algo, n\u00f3s o trazemos para a luz. A luz da ci\u00eancia, a luz do conhecimento, a luz da raz\u00e3o. Luz e escurid\u00e3o se alternam. Uma \u00e9poca sombria \u00e9 seguida de uma \u00e9poca luminosa, pura, regenerada. Mircea Eliade escreveu que se pode valorizar as eras sombrias, \u00e9pocas de grande decad\u00eancia e de decomposi\u00e7\u00e3o: elas adquirem uma significa\u00e7\u00e3o supra-hist\u00f3rica, embora seja precisamente em tais momentos que a hist\u00f3ria se realiza de forma mais plena, porque os equil\u00edbrios a\u00ed se tornam prec\u00e1rios, as condi\u00e7\u00f5es humanas apresentam uma variedade infinita, as liberdades s\u00e3o encorajadas pela deteriora\u00e7\u00e3o de todas as leis e de todos o padr\u00f5es arcaicos.<\/p>\n<p>Prefiro a luz, n\u00e3o necessariamente a luz da raz\u00e3o. O logos, este saber dos gregos confundido com ci\u00eancia, explica o que a mitologia deixou de explicar, mas n\u00e3o preenche todo o saber. Permanece o espa\u00e7o da n\u00e3o raz\u00e3o, que nem sempre \u00e9 treva.<\/p>\n<p>A ci\u00eancia n\u00e3o nos colocou no lugar mais calmo e justo, isso j\u00e1 sabemos. O medo de que algo inevit\u00e1vel est\u00e1 para acontecer atormenta nosso sono. Do mesmo jeito que atormentava o dos povos antigos, ao pressentirem o ex\u00e9rcito inimigo sitiando suas muralhas. Qual a diferen\u00e7a entre as bolas de fogo arremessadas das m\u00e1quinas de guerra medievais e o fogo de uma bomba at\u00f4mica? Ou o terror de um meteorito se aproximando da Terra? A morte est\u00e1 no fim de tudo, n\u00e3o importa a intensidade da explos\u00e3o.<\/p>\n<p>No filme Sonhos, do japon\u00eas Akira Kurosawa, alguns soldados se perdem na tempestade de neve quando procuram um forte. Amarram-se uns aos outros para n\u00e3o se extraviarem. Cuidam em n\u00e3o dormir. Mas a fadiga e o sono s\u00e3o irresist\u00edveis. O comandante deita e sonha com a morte. Ela vem busc\u00e1-lo, sedutora e bela. O comandante acorda e grita para seus homens. Tateiam h\u00e1 dias, d\u00e3o voltas sem nunca acharem o fortim que os acolher\u00e1, salvando suas vidas. Por fim, escutam um toque de corneta bem pr\u00f3ximo. Sempre estiveram h\u00e1 alguns passos da salva\u00e7\u00e3o, mas, no escuro, nada divisavam.<\/p>\n<p>Nunca existir\u00e1 uma porta, afirmou Jorge Luis Borges ao escrever sobre labirintos. Pior que afirmar n\u00e3o existirem portas \u00e9 dizer que estamos s\u00f3s, ligados numa rede de comunica\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o nos coloca em contato verdadeiro com ningu\u00e9m. Dura met\u00e1fora. Dura muralha de pedra.<\/p>\n<p>Como responder \u00e0 pergunta dos personagens de Tchekhov \u2013 o que fazer? \u2013 se a resposta \u00e9 sempre: n\u00e3o sei. Convencer-se de que o mais importante \u00e9 transformar a vida e que o resto \u00e9 in\u00fatil. Mas, transformar que vidas? Todas, conclui, Tchekhov: &#8230; na bagun\u00e7a da vida cotidiana, na confus\u00e3o de toda a miu\u00e7alha de que s\u00e3o tecidas as rela\u00e7\u00f5es humanas, o forte impedir o fraco de viver j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 uma lei, mas uma contradi\u00e7\u00e3o, pois tanto o forte como o fraco tombam v\u00edtimas de suas rela\u00e7\u00f5es m\u00fatuas, submetendo-se involuntariamente a alguma for\u00e7a diretriz desconhecida, situada fora da vida, estranha ao homem.<\/p>\n<p>Dos fios de uma Rosa de Luxemburgo prisioneira, me aparece a cren\u00e7a de que o segredo n\u00e3o \u00e9 outro sen\u00e3o a pr\u00f3pria vida; de que a profunda escurid\u00e3o noturna \u00e9 bela e suave como veludo e que basta saber perscrut\u00e1-la.]<\/p>\n<p>Publicado na coluna Entremez, da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.revistacontinente.com.br\/sumario\/193\/entremez.html\">Revista Continente #193<\/a> &#8211; jan. 2017<\/p>\n<p>Ilustra\u00e7\u00e3o: Maria Lu\u00edsa Falc\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O escritor Pedro Salgueiro me encaminhou trecho de uma carta de Rosa de Luxemburgo, escrita da pris\u00e3o de Breslau, numa noite natalina de 1917. 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