{"id":637,"date":"2016-10-13T15:30:58","date_gmt":"2016-10-13T18:30:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ronaldocorreiadebrito.com.br\/site2\/?p=637"},"modified":"2016-10-13T17:45:53","modified_gmt":"2016-10-13T20:45:53","slug":"637","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ronaldocorreiadebrito.com.br\/site2\/2016\/10\/637\/","title":{"rendered":"Vida, morte e celebra\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Minha primeira lembran\u00e7a do teatro \u00e9 a de uma cal\u00e7ada alta e cortinas improvisadas com len\u00e7\u00f3is. A encena\u00e7\u00e3o aconteceu no sert\u00e3o dos Inhamuns, no Cear\u00e1, \u00e0 luz de candeeiros, numa noite misteriosa. Representava-se um drama, como popularmente se chamavam pequenos esquetes, can\u00e7onetas e farsas, romances e entremezes anacr\u00f4nicos, guardados de mem\u00f3ria e transmitidos de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o. Ao meu pai coube a fa\u00e7anha de escolher entre os moradores da fazenda os que conseguiam decorar os textos e diz\u00ea-los com a cabe\u00e7a erguida. Eu tinha quatro anos e desde ent\u00e3o me pergunto de onde vinha o desejo de representar.<\/p>\n<p>Aprendi que o teatro sempre esteve ligado aos ciclos da vida do homem. No Egito antigo, os sacerdotes sacrificavam o rei e a rainha no ato da c\u00f3pula, espalhavam o sangue pelas margens do rio Nilo, acreditando que dessa maneira propiciavam as cheias e a fertilidade. Tempos depois, essas mortes foram simbolizadas numa representa\u00e7\u00e3o teatral. No distante sert\u00e3o dos Inhamuns, repet\u00edamos um ritual semelhante, por\u00e9m atenuado. Ap\u00f3s longos per\u00edodos de estiagem, banh\u00e1vamos os t\u00famulos dos mortos, cantando e chorando, pedindo que chovesse, trazendo vida \u00e0 terra seca.<\/p>\n<p>Est\u00e3o a\u00ed os temas fundadores do teatro: vida, morte, celebra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando fui morar no Crato, com cinco anos, iniciei-me nos rituais da igreja cat\u00f3lica. Nossa vida regulava-se pelo calend\u00e1rio das festas e pelo sino da catedral. Almo\u00e7\u00e1vamos quando batiam os onze repiques, jant\u00e1vamos \u00e0s cinco horas, dorm\u00edamos \u00e0s oito. Nas missas, as representa\u00e7\u00f5es solenes, os cen\u00e1rios magn\u00edficos, o j\u00fabilo diante do sagrado e o sentimento coletivo de celebra\u00e7\u00e3o me impressionaram. Foi o meu segundo encontro com o teatro. Via as liturgias, a pompa, a m\u00fasica e o canto como representa\u00e7\u00f5es. Entrava na igreja com a emo\u00e7\u00e3o de um espectador, a mesma de quem vai ao cinema ou a uma casa de espet\u00e1culos.<\/p>\n<p>Em maio, celebrava-se Maria, como os gregos \u00c1rtemis e os romanos Diana. De manh\u00e3 cedo, um andor levava Nossa Senhora da igreja para a casa de algum fiel, onde ela passava o dia. De noite, enfileirados numa prociss\u00e3o de velas acesas, traz\u00edamos a santa de volta para sua morada. Durante um m\u00eas repet\u00edamos esse of\u00edcio, ao som de vivas, cantos e fogos. Na \u00faltima noite, armava-se um altar monumental, no extremo da pra\u00e7a da matriz, coberto por dezenas de anjos, arcanjos, querubins e serafins. Come\u00e7ava a solenidade de coroa\u00e7\u00e3o, a pra\u00e7a cercada por uma bateria de fogos, a igreja revestida de gir\u00e2ndolas, o vig\u00e1rio a postos e milhares de fi\u00e9is com os cora\u00e7\u00f5es palpitando.<\/p>\n<p>Cantavam os anjos, tocava a banda, a imagem de Maria Sant\u00edssima exultava aos nossos olhos cr\u00e9dulos. Depois de uma intermin\u00e1vel expectativa, o anjo mais graduado, a postos na altura infinita do altar, pousava sobre a cabe\u00e7a da Virgem uma pequena coroa de rosas. Era o sinal para as portas do c\u00e9u se abrirem aos mortais. O vig\u00e1rio gritava: viva Nossa Senhora! N\u00f3s respond\u00edamos: viva! A banda executava o Gl\u00f3ria majestoso, um fogar\u00e9u iluminava a fachada da igreja, bombas explodiam, formando uma cerca de fuma\u00e7a. Os demais anjos sopravam trombetas, tudo resplandecia, emocionava, e as pessoas acreditavam que o c\u00e9u poderia ser bom como naquele instante.<\/p>\n<p>Contrapondo-se ao j\u00fabilo mariano, a sombria teatralidade da Semana Santa nos precipitava num mundo de medos e culpas. Cobriam-se os santos de pano roxo, rezavam-se as vias sacras, obedecia-se um rigoroso jejum. Ao inv\u00e9s dos benditos contentes, o lamuriento cantoch\u00e3o. As matracas no lugar dos sinos. O Senhor Morto corria a cidade dentro de um esquife macabro e arrancava l\u00e1grimas no seu encontro com a M\u00e3e Dolorosa. N\u00e3o tom\u00e1vamos banho na quarta-feira, n\u00e3o assobi\u00e1vamos na sexta. No s\u00e1bado, felizmente, uma r\u00e9stia de alegria. \u00c0 meia noite, acordados \u00e0 custa de caf\u00e9 e curiosidade, assist\u00edamos a missa de aleluia, o mais exuberante teatro religioso.<\/p>\n<p>No instante da ressurrei\u00e7\u00e3o, apagavam-se as luzes da igreja, tocavam os sinos, os fi\u00e9is baixavam a cabe\u00e7a. De esguelha, arriscando ser excomungado e ir para o inferno, via a imensa cortina negra, que ocultava o Cristo Crucificado, despencar das roldanas que a sustinham, revelando um novo Cristo, vivo e refeito, a n\u00e3o ser pelas chagas causadas pelos homens. Sentia-me c\u00famplice daquela revela\u00e7\u00e3o, talvez seu \u00fanico espectador, e era possu\u00eddo por um sentimento de infinita bondade. O domingo seguinte, eu o vivia em perfeita paz, absoluta plenitude. Tanta bondade, no entanto, n\u00e3o durava mais que algumas horas. As diabruras de menino retornavam no dia seguinte.<\/p>\n<p>O quintal da nossa casa no Crato dava para um terreno grande, onde morava um mestre de reisado. Nesse teatro ao ar livre, sob cajueiros e mangueiras, eu acompanhei v\u00e1rias representa\u00e7\u00f5es do auto popular. Os brincantes, vestidos de cetim azul e encarnado, dan\u00e7avam em duas fileiras, representando crist\u00e3os e mouros nas suas brigas. Jaragu\u00e1 aterrorizava os meninos, em compensa\u00e7\u00e3o, as espadas tinindo nos combates despertavam nosso gosto pela aventura, o desejo de tamb\u00e9m correr o mundo como Rold\u00e3o e Oliveiros.<\/p>\n<p>Esse universo pertencia a uma classe social definida, a dos pobres. Ricos n\u00e3o brincavam reisado, s\u00f3 assistiam. N\u00e3o era como agora, em que todos sobem nos carros aleg\u00f3ricos das escolas de samba. Nenhuma lei escrita impedia que um menino de classe m\u00e9dia fosse figural de reisado. Mas, existia uma barreira social: reisado era brinquedo do povo.<\/p>\n<p>As lapinhas possu\u00edam uma interdi\u00e7\u00e3o ainda mais severa para mim: somente meninas dan\u00e7avam nesses pastoris. Ciganas, estrela, sol, lua, borboleta, pastorinhas e beija-flor cantavam e dan\u00e7avam. Frustrava-se o meu sonho de atuar. Consolei-me com umas asas de borboleta e de anjo, que pedi \u00e0 dona de uma lapinha, empregada da nossa casa. Pendurei-as no telhado do quarto de despejo, longe dos olhos de meu pai. Como no filme de Bergman, Fanny e Alexander, em que a alma do artista \u00e9 simbolizada por Ismael, o proscrito, preso num subterr\u00e2neo, eu tentei aprisionar a minha paix\u00e3o pelo teatro. N\u00e3o consegui. A alma pressente o que busca e segue as pegadas do seu obscuro desejo, afirma Plat\u00e3o.<\/p>\n<p>Publicado originalmente na <em>Revista Continente #190<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Minha primeira lembran\u00e7a do teatro \u00e9 a de uma cal\u00e7ada alta e cortinas improvisadas com len\u00e7\u00f3is. A encena\u00e7\u00e3o aconteceu no sert\u00e3o dos Inhamuns, no Cear\u00e1, \u00e0 luz de candeeiros, numa noite misteriosa. 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