{"id":522,"date":"2016-08-10T08:30:37","date_gmt":"2016-08-10T11:30:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ronaldocorreiadebrito.com.br\/site2\/?p=522"},"modified":"2016-10-30T12:10:52","modified_gmt":"2016-10-30T15:10:52","slug":"cronica-de-um-recife-exilado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ronaldocorreiadebrito.com.br\/site2\/2016\/08\/cronica-de-um-recife-exilado\/","title":{"rendered":"Cr\u00f4nica de um Recife exilado"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0s duas da madrugada ningu\u00e9m conseguia determinar a intensidade e a dire\u00e7\u00e3o de um vetor de for\u00e7a, apagara da mem\u00f3ria as equa\u00e7\u00f5es lineares de movimento e sentia-se incapaz de dizer o valor do n\u00famero PI. Estud\u00e1vamos desde as vinte horas, no apartamento quente e sufocante de um colega de Teresina, na rua Bar\u00e3o de S\u00e3o Borja. Em torno, velhos casar\u00f5es ainda se mantinham de p\u00e9, alguns com a azulejaria portuguesa exibindo sinais de vandalismo, saques para venda em antiqu\u00e1rios inescrupulosos. Rua Velha, da Gl\u00f3ria, do Progresso, das Ninfas, da Soledade, do Paissandu&#8230; A Boa Vista inteira ainda ocupada por moradores que n\u00e3o os de rua, no tempo exato de receber um projeto de reforma urban\u00edstica e de habita\u00e7\u00e3o, como o das cidades europeias, antes que viesse a sofrer a degrada\u00e7\u00e3o de hoje.<\/p>\n<p>1969, um ano depois do Ato Institucional N\u00famero 5. Ano em que assassinaram o padre Henrique e balearam o estudante de engenharia C\u00e2ndido Pinto. Alheios a esses conflitos, os dois garotos cearenses e um piauiense, aspirantes ao curso de medicina, sa\u00edam para o Recife adormecido, ansiosos pela brisa marinha, que soprava na rua da Aurora. Os perigos? Viv\u00edamos obcecados pelo vestibular, a primeira lei de Newton nos garantia que todo corpo continuaria em seu estado de repouso ou de movimento uniforme em uma linha reta, a menos que fosse obrigado a mudar aquele estado por for\u00e7as aplicadas sobre ele. Os tr\u00eas rapazes provincianos se moviam no sentido \u00fanico de alcan\u00e7ar uma vaga, de prefer\u00eancia na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco. Nada os tirava desse movimento uniforme, a n\u00e3o ser a cidade do Recife, deslumbrante aos olhos de quem nunca avistara pontes, rio, palacetes e igrejas com tamanha majestade e profus\u00e3o.<\/p>\n<p>Descendo pela Conde da Boa Vista, orgulho largo da cidade de becos, caminhando e cantando sem qualquer lembran\u00e7a de Geraldo Vandr\u00e9, escutando as vozes e os passos ecoando entre os edif\u00edcios, cheg\u00e1vamos \u00e0 esquina do Cinema S\u00e3o Luiz, onde pescadores arriscavam a sorte com anz\u00f3is e redes. Os hippies da contracultura mangue s\u00f3 dariam os ares de gra\u00e7a l\u00e1 pelo final da tarde, \u00e1vidos de aten\u00e7\u00e3o e esc\u00e2ndalo, mas provocando apenas a curiosidade, as pilherias e o riso dos transeuntes comuns. Conhecidos e emblem\u00e1ticos, repetiam-se nas se\u00e7\u00f5es do cinema de arte Coliseu, no Alto da S\u00e9, em Olinda, nos shows do Teatro do Parque, nos vernissages de artistas pl\u00e1sticos, muitos-muitos naqueles anos de repress\u00e3o. A margem do Capibaribe no Cais da Aurora \u2013 a San Francisco pernambucana \u2013 nunca mais foi a mesma sem a fauna embalada pelo toque desafinado de viol\u00f5es e o cheiro transgressor da maconha. Recife rom\u00e2ntico dos crep\u00fasculos das pontes, dos crep\u00fasculos que assistiram \u00e0 passagem dos fidalgos holandeses, que assistem agora aos movimentos das ruas tumultuosas, que assistir\u00e3o mais tarde \u00e0 passagem dos avi\u00f5es para as costas do Pac\u00edfico, Recife rom\u00e2ntico dos crep\u00fasculos das pontes e da beleza cat\u00f3lica do rio. Eu diria beleza ca\u00f3tica, corrigindo os versos de Joaquim Cardozo.<\/p>\n<p>O primeiro el\u00e9trico para Casa Amarela, somente \u00e0s cinco da manh\u00e3, com a cidade despertando. Depois de conversar besteiras com os pescadores e de recusar a cacha\u00e7a bebida em latas, segu\u00edamos para a Av. Guararapes, outro orgulho da metr\u00f3pole, onde deit\u00e1vamos em bancos de cimento ou nas muretas que ladeavam o rio, esperando o sol e o el\u00e9trico.<\/p>\n<p>O dia se gastava em noites de estudo puxado, felizmente bem poucas, porque nunca fui madrugador nem via futuro nos excessos. Preferia a rotina de acordar \u00e0s cinco, estudar at\u00e9 o caf\u00e9 da manh\u00e3, retomar os estudos at\u00e9 o almo\u00e7o e, no come\u00e7o da tarde, seguir caminhando para o cursinho na rua Fernandes Vieira. \u00c0 noite, novo ser\u00e3o que n\u00e3o ultrapassava as dez horas, porque ningu\u00e9m \u00e9 de ferro. Morava num edif\u00edcio com lojas comerciais no t\u00e9rreo, e apartamentos min\u00fasculos em dois andares acima. O pr\u00e9dio resiste de p\u00e9 e sem benfeitorias, no cruzamento da avenida Norte com a Jo\u00e3o de Barros, sufocado pelos mesmos ru\u00eddos que nos abalavam os nervos. O som de carros, buzinas, vozes, e de uma serraria com m\u00e1quinas ligadas bem cedo, afugentavam sono e sonhos. A cidade onde as marchas de bloco cantam a poesia das ruas primava pela estrid\u00eancia. E ainda prima, insistindo em manter sua marca registrada.<\/p>\n<p>Os sete rapazes comprimidos na estreiteza de dois quartinhos, uma sala, cozinha, banheiro e \u00e1rea de servi\u00e7o, num tra\u00e7ado semelhante ao de Lars von Trier para o filme <em>Dogville<\/em>, se esbarravam nos curtos percursos. Gente do Cear\u00e1 migrando de territ\u00f3rios amplos, \u00e0 procura de um destino novo, desde que o campo se esgotara de suas motiva\u00e7\u00f5es e sobreviv\u00eancia econ\u00f4mica. Por sorte, no lado de fora da Encruzilhada, nas ruas e nos \u00f4nibus para \u00c1gua Fria, Beberibe, Campo Grande, Bomba do Hemet\u00e9rio, C\u00f3rrego do Euclides, \u00c1guas Compridas e Cajueiro, o Recife se espraiava grande, popular, dan\u00e7ante, ao toque das religi\u00f5es africanas desprezadas pelo catolicismo conservador.<\/p>\n<p>Hostil e acolhedor, o Recife recebia levas de migrantes a cada estiagem prolongada. Gente do Nordeste pobre. Sempre havia o consolo das \u00e1guas polu\u00eddas do Capibaribe, uma palafita sobre a lama dos manguezais e caranguejos para chupar as patas. Na secura sertaneja, em tempos passados, coisa nenhuma. Por aqui fic\u00e1vamos, uns procurando estudo, outros desejando emprego ou biscate, na conviv\u00eancia da cidade masculina, paterna, dura e reta, apesar das curvas sinuosas do rio e do tra\u00e7ado das pontes.<\/p>\n<p>Exilando-se de bairros tradicionais como Santo Antonio, S\u00e3o Jos\u00e9, Boa Vista e Ilha do Leite para os aglomerados urbanos das praias, o Recife sofreu migra\u00e7\u00f5es internas que o tornaram pobre e decadente. Seus novos poetas, cineastas e m\u00fasicos buscam o lirismo no caos. E ainda encontram onde sugar poesia.<\/p>\n<p>Publicado originalmente na coluna Entremez, da <a href=\"http:\/\/www.revistacontinente.com.br\/sumario\/188\/entremez.html\">Revista Continente<\/a>, n. 188<\/p>\n<div class=\"fb-recommendations-bar\" data-href=\"http:\/\/www.revistacontinente.com.br\/sumario\/188\/entremez.html\" data-read-time=\"30\" data-action=\"like\" data-trigger=\"onvisible\" data-side=\"right\" data-num_recommendations=\"2\"><\/div>\n<div id=\"57aa96d82e4cc\" class=\"bt_facebook_comment\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0s duas da madrugada ningu\u00e9m conseguia determinar a intensidade e a dire\u00e7\u00e3o de um vetor de for\u00e7a, apagara da mem\u00f3ria as equa\u00e7\u00f5es lineares de movimento e sentia-se incapaz de dizer o valor do n\u00famero PI. 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