{"id":410,"date":"2016-06-15T09:00:08","date_gmt":"2016-06-15T12:00:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ronaldocorreiadebrito.com.br\/site2\/?p=410"},"modified":"2016-07-06T00:00:08","modified_gmt":"2016-07-06T03:00:08","slug":"o-corpo-enfermo-do-planeta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ronaldocorreiadebrito.com.br\/site2\/2016\/06\/o-corpo-enfermo-do-planeta\/","title":{"rendered":"O corpo enfermo do planeta"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">A Schneider Carpeggiani<\/p>\n<p>O sil\u00eancio est\u00e1 com os dias contados.<\/p>\n<p>(Parece a enigm\u00e1tica senten\u00e7a de um or\u00e1culo. Qual o significado do sil\u00eancio em tempos de uma guerra de rugidos?)<\/p>\n<p>Agora, quando ningu\u00e9m se demora entre os rochedos&#8230;<\/p>\n<p>Poema de Neruda, imaginando que na falta do sil\u00eancio n\u00e3o se escutar\u00e1 a voz da poesia, dos poetas vivos e mortos.<\/p>\n<p>A menos que os nossos sentidos contaminados, o martelo, o estribo e a bigorna da audi\u00e7\u00e3o, vibrem em cad\u00eancia sob o estresse do ru\u00eddo, e se confundam as formas.<\/p>\n<p>Para alguns o poema \u00e9 a experi\u00eancia do abandono; para outros, do rigor. O poema \u00e9 media\u00e7\u00e3o: gra\u00e7as a ele, o tempo original, pai dos tempos, encarna-se num momento, afirma Octavio Paz.<\/p>\n<p>Buzinas e freios, milh\u00f5es de decib\u00e9is em trios el\u00e9tricos, zapps, chamadas telef\u00f4nicas, bips de respiradores, vruuum, rrraaat, crrreeec, helic\u00f3pteros, trens, vag\u00f5es, lanchas, ro\u00e7adeiras a gasolina, tratores, guindastes, empilhadeiras, e oito bilh\u00f5es de humanos alheios aos apelos de Whitman.<\/p>\n<p>Ecoem estes versos,<br \/>\nos tons das almas e as frases das almas.<br \/>\nContinuem falando, faladores!<br \/>\nCantem, cantores! Escavem, modelem<br \/>\nas palavras da terra!<\/p>\n<p>N\u00e3o compreendem a santidade do poeta, seus versos revolucion\u00e1rios, o sil\u00eancio est\u00e1tico do movimento. E acometidos pela ignor\u00e2ncia proclamam o barulho, a falsidade, as apostasias, as palavras condenadas \u00e0 tecla delete, sem verdade ou f\u00e9. Aplaudem os discursos dos pol\u00edticos corrompidos pela mentira, as falas dos atores viciados em truques, a prosa de escritores an\u00f3dinos, e a justi\u00e7a enferrujada, cega apenas de um olho \u2013 com o outro enxerga e manipula os interesses pr\u00f3prios.<\/p>\n<p>Possesso Fernando Pessoa esbraveja.<\/p>\n<p>Tirem esse lixo da minha frente!<br \/>\nMetam-me em gavetas essas emo\u00e7\u00f5es!<br \/>\nDaqui pra fora, pol\u00edticos, literatos,<br \/>\nComerciantes pacatos, pol\u00edcia, meretrizes, souteneurs,<br \/>\nTudo isso \u00e9 a letra que mata, n\u00e3o o esp\u00edrito que d\u00e1 a vida.<\/p>\n<p>O poeta tornou-se um enfermo entre os escombros do sil\u00eancio, constipado de palavras, amorda\u00e7ado e deprimido pelo que soa mais alto e faz calar as epifanias em sua garganta.<\/p>\n<p>Sobressaem as criaturas esmagadoras, espelhadas e sem temperatura. Desprovidas de neur\u00f4nios sensitivos, sem registro de afeto, elas rugem e amedrontam, escarnecem e manobram as engrenagens.<\/p>\n<p>O sagrado corpo da Terra adoece ao cont\u00e1gio dessas bact\u00e9rias, as formas de sensibilidade fraquejam.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o alertara sobre esses, no livro do Apocalipse.<\/p>\n<p>Conhe\u00e7o as tuas obras, que nem \u00e9s frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente!<\/p>\n<p>Assim, porque \u00e9s morno, e nem \u00e9s quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca;<\/p>\n<p>Pois dizes: estou rico e abastado, e n\u00e3o preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu \u00e9s infeliz, sim, miser\u00e1vel, pobre, cego e nu.<\/p>\n<p>O sil\u00eancio poderia ser o rem\u00e9dio para o corpo enfermo do planeta? Um grande sil\u00eancio de imobilidade, aquele que precede a cria\u00e7\u00e3o. Solene, com o sim no lugar do sim e o n\u00e3o no lugar do n\u00e3o. E s\u00f3 e bastante. Por\u00e9m, o seu tempo foi declarado extinto, aprisionaram-no como lib\u00e9lulas em camadas de calc\u00e1rio f\u00f3ssil. Na sua morte calam as vozes de gera\u00e7\u00f5es e desaparece o que a natureza possui de mais oculto e misterioso. Anunciam o derradeiro sil\u00eancio, pren\u00fancio \u00e0 aliena\u00e7\u00e3o do homem contempor\u00e2neo, que precisa reaprender a sentir. E a desejar al\u00e9m das falas e dos falsos in\u00fateis, conforme escreveu o poeta Wordsworth.<\/p>\n<p>O mundo nos envolve; tarde ou antes,<br \/>\nNa compra e venda esvai-se nosso bem.<br \/>\nPouco de nosso a Natureza tem;<br \/>\nJogamos a alma fora, vis mercantes!<br \/>\nOs mares, que ao luar se exp\u00f5em galantes,<br \/>\nO uivante vento, que ora est\u00e1, por\u00e9m,<br \/>\nEncolhido qual flor dormente al\u00e9m&#8230;<br \/>\nDisso, de tudo, estamos dissonastes;<br \/>\nNada nos move. \u2013 Oh Deus! Antes fosse eu<br \/>\nAlgum pag\u00e3o em gasta f\u00e9 nutrido!<br \/>\nAssim, num doce prado, qual ateu<br \/>\nJamais me sentiria t\u00e3o perdido:<br \/>\nIria ver no mar surgir Proteu,<br \/>\nE ouvir Trit\u00e3o no b\u00fazio retorcido.<\/p>\n<p>* Texto publicado originalmente na coluna Entremez, da Revista Continente, junho\/2016.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Schneider Carpeggiani O sil\u00eancio est\u00e1 com os dias contados. (Parece a enigm\u00e1tica senten\u00e7a de um or\u00e1culo. Qual o significado do sil\u00eancio em tempos de uma guerra de rugidos?) 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