{"id":2032,"date":"2023-04-05T12:38:59","date_gmt":"2023-04-05T15:38:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ronaldocorreiadebrito.com.br\/site2\/?p=2032"},"modified":"2023-04-05T12:46:24","modified_gmt":"2023-04-05T15:46:24","slug":"o-nordeste-e-a-memoria-que-nos-atormenta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ronaldocorreiadebrito.com.br\/site2\/2023\/04\/o-nordeste-e-a-memoria-que-nos-atormenta\/","title":{"rendered":"O Nordeste e a mem\u00f3ria que nos atormenta"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>\u00c9 dif\u00edcil escrever um romance,<\/strong> sobretudo quando estamos velhos. Mas nem Jos\u00e9 Saramago nem Alejo Carpentier escreveram jovens. J. M. Coetzee se queixava do peso dos personagens, da dificuldade em carreg\u00e1-los na velhice. Um memorialista brasileiro, Pedro Nava, escreveu livros volumosos, depois dos oitenta anos. Fizeram grande sucesso e ocuparam a lista dos mais vendidos. Hoje, ningu\u00e9m os menciona.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em plena era do <em>Twitter<\/em> ainda se escrevem livros folhosos, beirando as mil p\u00e1ginas, ou ultrapassando-as. Estranho porque a leitura e a escrita mais praticadas s\u00e3o as do WhatsApp. Para que e para quem escrever tanto?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Octavio Paz, sem \u00e9pica n\u00e3o h\u00e1 sociedade poss\u00edvel, pois n\u00e3o existe sociedade sem her\u00f3is em que se reconhecer. Jacob Burckhardt foi um dos primeiros a advertir que a \u00e9pica da sociedade moderna \u00e9 o romance. Mas como chamar de \u00e9pico um g\u00eanero amb\u00edguo, que mal se define entre a cr\u00f4nica, o ensaio filos\u00f3fico, a confiss\u00e3o autobiogr\u00e1fica, em que cabem todos os experimentos com a linguagem?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos tr\u00eas anos, dediquei-me ao projeto de um novo romance. Para quem ler? Repeti a pergunta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Herdei um olhar para tr\u00e1s e volto sempre \u00e0 mesma hist\u00f3ria. Mas ela nunca \u00e9 igual cada vez que a escrevo, pelo menos imagino que n\u00e3o seja. O argentino Jorge Luis Borges afirmava s\u00f3 existirem sete temas na literatura. Esbarrei no primeiro deles, com os riscos de tornar-me repetitivo e mon\u00f3tono. N\u00e3o tenho culpa se um feminic\u00eddio que inaugurou a epopeia da minha fam\u00edlia no sert\u00e3o, h\u00e1 trezentos anos, me impregnou a ponto de imaginar que fui eu que o cometi.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tento livrar-me dessa culpa pegajosa narrando o acontecimento, sem nunca conseguir parar de escrever sobre o mesmo tema. Minha fam\u00edlia \u00e9 numerosa como antigamente era o gado nos pastos. Escolheram-me para ouvir suas hist\u00f3rias e memoriz\u00e1-las, igual \u00e0s tribos africanas fazem com os gri\u00f4s. N\u00e3o imaginavam que tamb\u00e9m me aventuraria a escrev\u00ea-las, supondo poder fix\u00e1-las e, assim, livrar-me do peso que guardam.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 desagrad\u00e1vel ter mem\u00f3ria, vivemos atormentados por ela. Mais odioso quando n\u00e3o se trata de mem\u00f3ria hist\u00f3rica, aquela que se repete sempre igual, o modo como \u00e9 preservada na fam\u00edlia, sobretudo nos homens. Minhas lembran\u00e7as s\u00e3o reinven\u00e7\u00f5es, sofrem quebras de ritmo, acr\u00e9scimos, decr\u00e9scimos, a ponto de se afastarem do fio condutor inicial e parecerem outra hist\u00f3ria. Preciso justificar isso a cada livro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Suponho que os leitores da <em>B\u00edblia <\/em>tenham conhecimento de que, ao contr\u00e1rio do que se imagina, n\u00e3o se trata de um livro ditado por Deus. Tudo nela \u00e9 cria\u00e7\u00e3o de poetas, m\u00edsticos delirantes, narradores cultos. Os homens atribu\u00edram um sentido sagrado a cada palavra, supondo que elas guardam a inquieta\u00e7\u00e3o do fogo, ou o sossego de uma pedra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Algumas vezes desejei escrever um romance com palavras sem pron\u00fancia, iguais, ins\u00edpidas, inodoras e incolores, mol\u00e9culas de H2O. Mas sempre sou invadido por sotaques, descubro no processo que cada pessoa \u00e9 um dialeto e as palavras que brotam delas s\u00e3o c\u00f3digos gen\u00e9ticos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os acad\u00eamicos n\u00e3o reconhecem o saber fora das salas de aula, \u00e9 preciso romper com a tirania do suposto saber. Ornit\u00f3logos n\u00e3o questionam se os p\u00e1ssaros cantam com acentos diferentes uns dos outros. Por que acad\u00eamicos se incomodam com falas humanas soando desiguais, se escrevendo diferentes do que eles estabelecem em c\u00e2nones?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Linguistas lamentam o desaparecimento de muitos idiomas, durante a conquista de povos, como aconteceu nas Am\u00e9ricas e na \u00c1frica. Bradam se os registros dessas l\u00ednguas se perdem como no inc\u00eandio do Museu Nacional (RJ). Se alguns choram as perdas numa margem de rio, na outra margem apedrejam diferen\u00e7as, dialetos, sotaques e regionalidades. Alheia ao que pensam os acad\u00eamicos, a hegemonia de nosso jeito de falar e escrever se consuma na sintaxe do Sudeste, macaqueada sobretudo na televis\u00e3o, onde se engole e vomita embalsamadas as falas e palavras do Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Desculpem o mau humor e o desalento. Um casal de sabi\u00e1s fez um ninho e p\u00f4s tr\u00eas ovos num arbusto de alpendre, em nossa casa. Vieram os saguis e comeram as avezinhas implumes, que nem voar aprenderam. O mesmo fazem conosco das bandas de c\u00e1 do Nordeste, se escapamos de ser devorados ainda no ninho, atiram pedras em nosso voo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o sei se o meu editor vai aceitar a reescrita da mesma hist\u00f3ria. \u00c9 tarde para pensar nisso. Consumi anos em pesquisas hist\u00f3ricas, ouvindo pessoas velhas, visitando lugares, lendo arquivos de igrejas. Sobretudo vasculhei a mem\u00f3ria, onde empurraram conhecimentos que n\u00e3o escolhi guardar, mas se guardaram.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Ilustra\u00e7\u00e3o: <strong>Vito Santiago<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 dif\u00edcil escrever um romance, sobretudo quando estamos velhos. Mas nem Jos\u00e9 Saramago nem Alejo Carpentier escreveram jovens. J. M. Coetzee se queixava do peso dos personagens, da dificuldade em carreg\u00e1-los na velhice. 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