{"id":1912,"date":"2022-02-06T12:12:07","date_gmt":"2022-02-06T15:12:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ronaldocorreiadebrito.com.br\/site2\/?p=1912"},"modified":"2022-02-06T12:12:07","modified_gmt":"2022-02-06T15:12:07","slug":"o-mundo-dos-mortos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ronaldocorreiadebrito.com.br\/site2\/2022\/02\/o-mundo-dos-mortos\/","title":{"rendered":"O mundo dos mortos"},"content":{"rendered":"<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Em <i>Mem\u00f3ria da casa dos mortos<\/i>, seu relato da pris\u00e3o siberiana, Dostoi\u00e9vski re\u00fane personagens da esc\u00f3ria da sociedade russa, tocados pela espiritualidade.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\"><i>Mem\u00f3rias da casa dos mortos <\/i>n\u00e3o segue os padr\u00f5es dos romances mais famosos de Dostoi\u00e9vski, embora encontremos nele os arcabou\u00e7os dessas futuras obras. Trata-se de um livro de recorda\u00e7\u00f5es, simplesmente. Sofridas recorda\u00e7\u00f5es. Preso em abril de 1849, por conta de suas atividades anti-czaristas, o escritor \u00e9 condenado \u00e0 morte em novembro do mesmo ano. \u00c0s seis horas da manh\u00e3 do dia 22 de dezembro, \u00e9 levado com outros prisioneiros para execu\u00e7\u00e3o. Na pra\u00e7a nevada, caminham vestidos de estopa, perfilam-se junto a um velho muro e esperam as balas que ser\u00e3o disparadas pelos fuzis dos soldados. Ao inv\u00e9s de estampidos escutam o toque de um clarim. A cerim\u00f4nia se interrompe e um auditor imperial anuncia que a pena de morte foi comutada em pris\u00e3o com trabalhos for\u00e7ados na Sib\u00e9ria. Dostoi\u00e9vski ficar\u00e1 detido na \u201ccasa dos mortos\u201d \u2013 o nome mais adequado que encontrou para seu c\u00e1rcere em Omsk, na Sib\u00e9ria Ocidental \u2013 at\u00e9 1854. Depois cumprir\u00e1 mais cinco anos de pena servindo como soldado raso de uma corpora\u00e7\u00e3o. A viv\u00eancia na pris\u00e3o marcou profundamente o autor e seus futuros romances. No retorno a S\u00e3o Petersburgo, em 1859, j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 o mesmo jovem que seguira para a Sib\u00e9ria na v\u00e9spera de Natal, levando na pequena bagagem um \u00fanico livro: um exemplar dos Evangelhos.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Um livro dentro do outro <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Em <i>Mem\u00f3rias da casa dos mortos<\/i> Dostoi\u00e9vski lan\u00e7a m\u00e3o de um recurso liter\u00e1rio muito usado, tanto no romantismo como no realismo, que \u00e9 o de inventar um personagem para assumir a voz do autor, o que empresta \u00e0s mem\u00f3rias um car\u00e1ter ficcional. Alieksandr Pietr\u00f3vitch Gori\u00e2ntchikov \u00e9 o nome criado por Dostoi\u00e9vski para um homem misterioso, extremamente p\u00e1lido e seco, de uns 35 anos, baixinho e adoentado, que d\u00e1 aulas particulares a crian\u00e7as e redige peti\u00e7\u00f5es, numa remota aldeia da Sib\u00e9ria. Assassinou a esposa no primeiro ano de casamento, por ci\u00fame, e se entregou \u00e0 pol\u00edcia, confessando o crime. Foi condenado, mas teve a pena reduzida. Quando \u00e9 apresentado aos leitores j\u00e1 est\u00e1 em liberdade e mora num quarto alugado a uma velha senhora, que possui uma filha tuberculosa e uma menina de dez anos. <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Alieksandr Pietr\u00f3vith aparece num cap\u00edtulo introdut\u00f3rio, escrito por um segundo narrador, o que camufla ainda mais Dostoi\u00e9vski, o verdadeiro autor das mem\u00f3rias. Segundo o relato, Alieksandr Pietr\u00f3vith \u00e9 um nobre de posses, que n\u00e3o retornou \u00e0 fam\u00edlia ap\u00f3s ser libertado, preferindo continuar na Sib\u00e9ria, numa pequena vila de mil a dois mil habitantes. Vive em extrema pen\u00faria, esquecido e recluso no quartinho miser\u00e1vel. Sup\u00f5e-se que \u00e9 culto, embora n\u00e3o se encontrem livros em sua casa. Hostil, rejeita a aproxima\u00e7\u00e3o das pessoas e entra em p\u00e2nico quando o interrogam acerca de seu passado. No entanto, manifesta profundo amor pela meninazinha filha da senhora que o hospeda, a quem ensina a ler. Essa afei\u00e7\u00e3o se torna mais forte quando ele descobre que a menina se chama K\u00e1tia. O motivo n\u00e3o \u00e9 explicado. Seria esse o nome da esposa assassinada? Talvez, porque uma das poucas sa\u00eddas de Alieksandr de seu universo fechado \u00e9 para a igreja, onde ouve uma missa de r\u00e9quiem no dia de Santa Ekatierina, de cujo nome deriva o diminutivo K\u00e1tia.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">O narrador da introdu\u00e7\u00e3o ausenta-se tr\u00eas meses da pequena aldeia e, ao voltar, sabe da morte de Alieksandr Pietr\u00f3vitch, no mais completo abandono, sem cuidados m\u00e9dicos e sem aten\u00e7\u00e3o de amigos. Movido pela curiosidade que o estranho lhe despertara o narrador visita a casa da hospedeira e l\u00e1 descobre, no meio de pap\u00e9is velhos, um caderno com o t\u00edtulo de \u2018Cenas da casa dos mortos\u2019, que v\u00eam a ser as <i>Mem\u00f3rias da casa dos mortos<\/i>, anota\u00e7\u00f5es do pr\u00f3prio Dostoi\u00e9vski nos seus anos de c\u00e1rcere, mais tarde transformadas em romance, e que no livro s\u00e3o atribu\u00eddas ao estranho Alieksandr Pietr\u00f3vitch.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">\u201cO ser que se habitua a tudo\u201d <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">\u201cCreio que a melhor defini\u00e7\u00e3o que posso dar do homem \u00e9 a de que se trata de um ser que se habitua a tudo\u201d, escreve Dostoi\u00e9vski nas primeiras p\u00e1ginas das <i>Mem\u00f3rias, <\/i>quando experimenta as impress\u00f5es do pres\u00eddio em que viver\u00e1 encerrado com outros duzentos e cinq\u00fcenta presos, durante cinco anos. Mais adiante, reconheceremos a identifica\u00e7\u00e3o da sua ang\u00fastia com o mundo sofredor que o cerca, como na f\u00f3rmula budista \u201cIsto \u00e9s tu\u201d. Dostoi\u00e9vski se reconhece em cada um daqueles homens. Uma miseric\u00f3rdia crist\u00e3 ilimitada e a tentativa de compreender pessoas que praticaram as a\u00e7\u00f5es mais abjetas fazem do romancista um profundo investigador da alma e da psique humana, s\u00f3 compar\u00e1vel a Shakespeare. E para quem deseja ler os seus romances da maturidade, nada melhor que come\u00e7ar pelas <i>Mem\u00f3rias da casa dos mortos<\/i>, reconhecendo esbo\u00e7os de personagens desenvolvidos mais tarde de forma completa e bem acabada. Na Casa, todos os tipos humanos de uma R\u00fassia que pulsa e vive para al\u00e9m das pali\u00e7adas est\u00e3o representados e atrav\u00e9s deles o restante do mundo. <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Os primeiros dias s\u00e3o os mais dif\u00edceis para o jovem que sofre ataques de epilepsia e vive boa parte da reclus\u00e3o internado numa enfermaria, sob cuidados m\u00e9dicos. N\u00e3o consegue comer nada, alimenta-se unicamente de ch\u00e1. Ele faz parte de um pequeno grupo de aristocratas, desprezados pelos presos comuns, homens do povo que se habituam mais facilmente \u00e0s trapa\u00e7as, roubos e brigas da pris\u00e3o. Cedo, o nosso personagem narrador descobre a for\u00e7a que o dinheiro possui naquele mundo e que sem ele as pessoas n\u00e3o suportariam viver. Com o dinheiro se compram favores, comida, roupas, fumo, bebidas, o trabalho subserviente de outros presos e at\u00e9 mesmo o sexo com mulheres. Tudo se negocia, tudo possui valor entre as pali\u00e7adas, at\u00e9 os trapos mais encardidos e rotos, botas de solado gasto, esteiras velhas e capotes remendados. <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">O trabalho mant\u00e9m os prisioneiros vivos: o for\u00e7ado, que realizam buscando o m\u00e1ximo de qualidade; e o trabalho individual, proibido, mas a que todos se entregam quando s\u00e3o fechados \u00e0 noite em grupos de vinte e cinco, em celas insuportavelmente f\u00e9tidas. \u00c0 luz de tocos de velas, ferreiros, ourives, costureiros, sapateiros, remend\u00f5es, homens dos mais variados of\u00edcios aprontam encomendas recebidas de fora da pris\u00e3o. Juntam dinheiro com o plano de gast\u00e1-lo de uma s\u00f3 vez. Na data programada, vestem roupas de cores berrantes, encomendam um almo\u00e7o com carnes e bebem muita aguardente, at\u00e9 ca\u00edrem inconscientes. Alguns se agitam, brigam, mas s\u00e3o contidos pelos outros presos, que admiram o festeiro envaidecido, capaz de gastar num \u00fanico dia o que ganhou em um ano. <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Alguns dos mortos<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Entre os prisioneiros se encontravam os t\u00e1rtaros do Daguest\u00e3o. Eram tr\u00eas irm\u00e3os: dois j\u00e1 homens maduros e um rapaz de apenas vinte e dois anos, de rosto lind\u00edssimo, inteligente e ao mesmo tempo doce e c\u00e2ndido. Esse jovem que dormia ao lado do narrador cativou-o desde o primeiro instante. Chamava-se Ali e possu\u00eda uma alma t\u00e3o naturalmente bela, a tal ponto favorecida por Deus, que seria imposs\u00edvel corromp\u00ea-lo em qualquer situa\u00e7\u00e3o ou lugar. Dostoi\u00e9vski, numa carta da pris\u00e3o, considerou o encontro com Ali um dos mais importantes de sua vida, e foi ele que serviu de modelo a dois personagens de seus romances: Ali\u00f3cha, de <i>Os irm\u00e3os Karam\u00e1zovi,<\/i> e o pr\u00edncipe M\u00edchkin, de <i>O idiota<\/i>.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>Como uma criatura t\u00e3o boa e privilegiada foi parar no meio de fac\u00ednoras da pior qualidade? <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Um dia, o irm\u00e3o mais velho de Ali (ele possu\u00eda cinco irm\u00e3os mais velhos) ordenou-lhe que pusesse o gorro e montasse a cavalo para acompanh\u00e1-lo num assalto. Entre os montanheses do C\u00e1ucaso o respeito pelo irm\u00e3o mais velho \u00e9 t\u00e3o elevado que Ali sequer pensou em perguntar aonde iam. No caminho, encontraram um rico mercador arm\u00eanio que eles mataram, juntamente com todo o s\u00e9q\u00fcito, roubando suas mercadorias. Presos e julgados, os ju\u00edzes foram complacentes com o rapaz, condenando-o a apenas quatro anos de reclus\u00e3o. Dos cinco irm\u00e3os, dois vieram juntos com Ali para a casa dos mortos<i> <\/i>e os outros tr\u00eas foram enviados para os trabalhos nas minas. Essa \u00e9 a hist\u00f3ria de Ali, a quem o personagem narrador ensinou a ler e a escrever, e em quem reconheceu um modelo de bondade que o povo russo devia tomar como exemplo. <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Dezenas de outras hist\u00f3rias e tra\u00e7ados de perfis humanos est\u00e3o nas <i>Mem\u00f3rias da casa dos mortos<\/i>, muitos deles reconhec\u00edveis nos romances posteriores de Dostoi\u00e9vski. \u00c9 um provocante trabalho de investiga\u00e7\u00e3o buscar reconhecer quem s\u00e3o esses personagens ocultos. <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Mem\u00f3ria da casa dos mortos, seu relato da pris\u00e3o siberiana, Dostoi\u00e9vski re\u00fane personagens da esc\u00f3ria da sociedade russa, tocados pela espiritualidade. 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