{"id":1759,"date":"2021-08-19T11:50:35","date_gmt":"2021-08-19T14:50:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ronaldocorreiadebrito.com.br\/site2\/?p=1759"},"modified":"2021-08-19T11:50:35","modified_gmt":"2021-08-19T14:50:35","slug":"monologo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ronaldocorreiadebrito.com.br\/site2\/2021\/08\/monologo\/","title":{"rendered":"Mon\u00f3logo"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">(O Teatro reflete sobre ele mesmo)<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Cerrada a cortina e apagado o lustre da plateia, os derradeiros espectadores transp\u00f5em minhas portas, que se fecham com barulho. Agora j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 mais p\u00fablico, nem palmas ou gritos de bravo. Mas o riso e o choro ainda ecoam por paredes, fosso e torre, lembrando a emo\u00e7\u00e3o que as pessoas sentiram. O sil\u00eancio tardar\u00e1 a vir. Antes dele, escutarei iluminadores, sonoplastas e t\u00e9cnicos, ocupados em desfazer cen\u00e1rios, baixar refletores, transportar microfones e fios. Nos camarins, atores se desfazem dos figurinos e da maquiagem, apressados em me deixar para tr\u00e1s. Esquecem que at\u00e9 bem pouco \u201cbrincavam de ser outro perante um ajuntamento de pessoas que brincavam de tom\u00e1-lo por aquele outro\u201d<\/span><span class=\"s2\">*2<\/span><span class=\"s1\">. O mais puro jogo. Meu palco retorna \u00e0 inexpressiva mudez de urdimentos, varas, pernas, coxias e rotunda. Mesmo sabendo que voltarei a ser uma caixa vazia, alegra imaginar-me solit\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">H\u00e1 quase dois s\u00e9culos vivo alucina\u00e7\u00f5es dirigidas. Nas manh\u00e3s frias e \u00famidas, percebo a irrealidade do mundo e me surpreendo com o sentimento de horror ao que assisti: amantes infelizes agonizando, reis mortos pela espada, filhos assassinando o pai. As encena\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m comovem, ensinam a compreender que n\u00e3o sou o que sou e que \u00e9 necess\u00e1rio estar aberto a todas as experi\u00eancias, sem restri\u00e7\u00f5es, medo ou censura. <\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">A m\u00fasica das orquestras, de quartetos de cordas, piano ou obo\u00e9, a dan\u00e7a dos bailarinos e as vozes de cantores e cantoras me deleitam. Acolho criaturas e cria\u00e7\u00f5es de olhos vendados, deixo que representem no meu palco a dor e o \u00eaxtase, o reles e o sublime, o sagrado e o profano, confiando na transforma\u00e7\u00e3o de sons, palavras e gestos na linguagem mais cara ao humano: a arte. <\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Durante os anos de constru\u00e7\u00e3o, e quando era apenas um projeto, me chamavam pelo nome Teatro Provincial de Pernambuco. Depois me batizaram Teatro de Santa Isabel ou, simplesmente, Santa Isabel, em homenagem \u00e0 princesa filha do imperador Pedro II. Um dia, esse senhor de barba longa, amante da fotografia, ocupou o camarote de honra e admirou a beleza dos meus tra\u00e7os. Faz muito tempo. N\u00e3o fui apenas uma casa de espet\u00e1culos, pra\u00e7a de divertimentos e conviv\u00eancia social, mas tamb\u00e9m um lugar para o exerc\u00edcio da cidadania. Joaquim Nabuco afirmava que entre as minhas paredes se ganhou a causa da aboli\u00e7\u00e3o da escravatura no Brasil, referindo-se aos discursos e eventos pol\u00edticos aqui realizados.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Gostam que eu mencione a dan\u00e7a da bailarina Anna Pavlova, no tabuado do palco. Outras dan\u00e7arinas famosas tamb\u00e9m mostraram a t\u00e9cnica nas pontas e no bal\u00e9 contempor\u00e2neo, mas a aura de gl\u00f3ria cercava a russa, tornando-se motivo de orgulho referir sua passagem pela cidade. Castro Alves, o poeta rom\u00e2ntico dos escravos, que viveu apenas 24 anos, conheceu a atriz Eug\u00eania C\u00e2mara, grande amor de sua vida, durante uma apresenta\u00e7\u00e3o da pe\u00e7a Dalila, de Octave Feuillet. Era comum neste espa\u00e7o homens e mulheres se apaixonarem e acertarem casamento, comerciantes fecharem neg\u00f3cios, pol\u00edticos comunicarem projetos.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Castro Alves, Jos\u00e9 Mariano, Joaquim Nabuco, nunca esquecerei seus nomes.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"p5\"><span class=\"s1\"><i>Quebre-se o cetro do Papa,<\/i><\/span><\/p>\n<p class=\"p5\"><span class=\"s1\"><i>Fa\u00e7a-se dele uma cruz!<\/i><\/span><\/p>\n<p class=\"p5\"><span class=\"s1\"><i>A p\u00farpura sirva ao povo<\/i><\/span><\/p>\n<p class=\"p5\"><span class=\"s1\"><i>Para cobrir os ombros nus.<\/i><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p><\/blockquote>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Quanta atualidade na estrofe! O jovem Castro Alves recitou-a aqui? N\u00e3o, n\u00e3o nessa casa. A mem\u00f3ria falha. Os versos s\u00e3o do estudante de 18 anos, febril pela tuberculose, agitado com o ardor po\u00e9tico. Foram declamados numa abertura solene das aulas na Faculdade de Direito do Recife, para velhos professores estarrecidos e alunos delirantes. Tenho em comum com a faculdade apenas os ferros de nossa constru\u00e7\u00e3o, que resguardam de inc\u00eandios. Tornei-me um espa\u00e7o de conviv\u00eancia da cidade, o lugar mais frequentado pela elite comercial e pol\u00edtica. Assisti \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o Praieira, \u00e0 campanha pelo advento da Rep\u00fablica, ouvi os discursos de Martins J\u00fanior e Silva Jardim. Quanta coisa vi! At\u00e9 fantasmas. Sim, eles me habitam, n\u00e3o h\u00e1 bons teatros sem assombra\u00e7\u00f5es, de vivos ou mortos. <\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">H\u00e1 v\u00e1rios dias, uma atriz me examina e investiga, caminha por corredores olhando detalhes. Pressinto que deseja falar comigo. Evito conversas, mas hoje n\u00e3o conseguirei escapar \u00e0 sua abordagem. Observo-a de longe. \u00c9 jovem e arrogante como todas as garotas de sua idade, acredita ser poss\u00edvel transformar o mundo pela arte. Escondeu-se na torre e espera que todos saiam. Confunde-se com o fantasma da bailarina, uma de minhas assombra\u00e7\u00f5es. Sinto cansa\u00e7o, preferia que me deixasse em paz. <\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Divago, a velhice traz lembran\u00e7as. Passei por reformas, desde o inc\u00eandio que me destruiu. Cada gera\u00e7\u00e3o tenta manter-me de p\u00e9. Vigiam para que os cupins n\u00e3o comam as madeiras, retocam os dourados e as tintas, substituem carpetes e l\u00e2mpadas. \u00c0s vezes acho gra\u00e7a do passado, lembro os prec\u00e1rios lampi\u00f5es de cena, a penumbra que favorecia encontros amorosos no sal\u00e3o nobre. E a mesa de luz com tampo de m\u00e1rmore e alavancas de ferro? Parecia a cabine de um trem.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Incomoda a fuligem preta e o barulho dos carros, que aceleram e buzinam em torno de mim. Quando deu um concerto no meu palco, o violonista espanhol Andr\u00e9s Segovia mandou interromper o tr\u00e2nsito para as pessoas escutarem melhor a sua m\u00fasica. Achei justo e aplaudi-o. Bravo! Bravo! Os ru\u00eddos conspiravam contra o sil\u00eancio e a harmonia das cordas. Chovia muito naquela noite memor\u00e1vel, acho que nunca mais choveu tanto no Recife. <\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">J\u00e1 n\u00e3o sopra a brisa que refrescava as paredes e trazia as vozes dos her\u00f3is mortos nas revolu\u00e7\u00f5es. Se me esfor\u00e7o, ou\u00e7o gritos de escravos, l\u00e1 de onde eram vendidos, na Rua do Bom Jesus. Como gostaria de adormecer e acordar com os sinos das igrejas de Santo Ant\u00f4nio, Madre de Deus e S\u00e3o Pedro dos Cl\u00e9rigos. S\u00e3o tristes e parecem chorar. Tamb\u00e9m alegram e trazem esperan\u00e7a. Memorizei os versos de um poeta:\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\"><i>H\u00e1 muito calaram sinos<\/i><\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\"><i>pois n\u00e3o h\u00e1 quem os tanger.<\/i><\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\"><i>Nem meninos nem meninas<\/i><\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\"><i>tangem sinos no meu ser:<\/i><\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\"><i>Calaram os sinos do mundo<\/i><\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\"><i>e eu sinto a alma doer.<\/i><\/span><span class=\"s2\">*2<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"p6\" style=\"text-align: right;\"><span class=\"s1\">*1 Jorge Luiz Borges<\/span><\/p>\n<p class=\"p6\" style=\"text-align: right;\"><span class=\"s1\">*2 \u00c2ngelo Monteiro<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(O Teatro reflete sobre ele mesmo) Cerrada a cortina e apagado o lustre da plateia, os derradeiros espectadores transp\u00f5em minhas portas, que se fecham com barulho. 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