{"id":1705,"date":"2021-07-12T10:40:52","date_gmt":"2021-07-12T13:40:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ronaldocorreiadebrito.com.br\/site2\/?p=1705"},"modified":"2021-07-12T10:40:52","modified_gmt":"2021-07-12T13:40:52","slug":"ode-aos-irmaos-aniceto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ronaldocorreiadebrito.com.br\/site2\/2021\/07\/ode-aos-irmaos-aniceto\/","title":{"rendered":"Ode aos Irm\u00e3os Aniceto"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Raimundo Aniceto sofreu um acidente vascular cerebral, n\u00e3o pode mais tocar o p\u00edfaro, nem dan\u00e7ar o Bai\u00e3o Gigante, pantomima em que representava com punhais a luta de dois homens. O acidente comprometeu a fala, o sopro e os passos de Raimundo. Ele era o membro mais antigo da Banda Caba\u00e7al Irm\u00e3os Aniceto, mitol\u00f3gica no Cariri e em todo o Cear\u00e1. Aos 82 anos, Raimundo ainda se exibia com os sobrinhos, a terceira gera\u00e7\u00e3o Aniceto, pelo Brasil e exterior.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Numa tarde do m\u00eas de mar\u00e7o, em 1956, quando eu acabara de chegar ao Crato, vindo dos Inhamuns, cinco homens bateram \u00e0 nossa porta, na rua dos Cariris. Um deles percutia uma caixa, outro a zabumba, e dois tocavam p\u00edfaros. \u00c0 frente do grupo, um rapaz segurava a bandeira de S\u00e3o Jos\u00e9 e o bisaco para as esmolas. No sert\u00e3o onde morei, nunca havia escutado melodia parecida, nem mesmo no r\u00e1dio do meu pai, o primeiro que fez barulho entre os lajedos dos Inhamuns, espantando os passarinhos. Mam\u00e3e me deu algumas moedas, que enfiei no bornal dos pedintes. Eles partiram e eu os acompanhei de perto. Teria ido mais longe, seduzido pela m\u00fasica, se mam\u00e3e n\u00e3o me chamasse de volta para casa.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Apesar da boa mem\u00f3ria, sou incapaz de garantir quantos instrumentistas formavam o conjunto. Por dedu\u00e7\u00e3o, suponho que eram apenas quatro, porque anos depois dei de presente aos Aniceto o prato de estanho que eles passaram a usar, e que transformou o quarteto em quinteto. <\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Somente quando me tornei estudante de medicina em Pernambuco, abri os olhos para outras formas de conhecimento, desprezadas nos cursos formais. Batizei esse saber de Universidade Popular da Cultura Livre e busquei forma\u00e7\u00e3o com v\u00e1rios artistas, mulheres e homens s\u00e1bios, alguns analfabetos. Foi procura espont\u00e2nea, necessidade de suprir o vazio que o ensino curricular deixava em mim. Corri atr\u00e1s de conhecimentos supostamente menores, valorizados apenas por folcloristas, etn\u00f3logos e antrop\u00f3logos.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>A mesma estratifica\u00e7\u00e3o brasileira de classes se reproduzia na cultura. Havia os dominadores e os dominados, o que se produzia no sudeste, sul e estrangeiro, fora de um contexto regional, e o que se criava internamente, amalgamado na oralidade, nas religi\u00f5es proibidas, na m\u00fasica, no artesanato e na dan\u00e7a do povo. Naquela \u00e9poca, como ainda agora, interessava \u00e0s elites que os pobres continuassem pobres e analfabetos, pouco diferentes do modelo escravocrata. A mobilidade social sempre amea\u00e7ou os mais favorecidos.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">A partir da d\u00e9cada de 1970, procurava os Irm\u00e3os Aniceto de caderneta e l\u00e1pis em punho, gravador e m\u00e1quina fotogr\u00e1fica. A banda era formada por Jos\u00e9, o pai, afastado dos instrumentos que exigiam mais virtuosismo ou esfor\u00e7o como o p\u00edfaro e a zabumba, acomodado na pequena caixa, de f\u00e1cil manejo. Velho e cansado, ele parecia dormir durante as apresenta\u00e7\u00f5es. A banda estava \u00e0 frente de tudo, no Crato: na buscada do pau da bandeira, na festa da padroeira Nossa Senhora da Penha, na malha\u00e7\u00e3o do Judas, durante a Quaresma, nos reisados, nas quadrilhas juninas, nas renova\u00e7\u00f5es do Cora\u00e7\u00e3o de Jesus, nas prociss\u00f5es, no dia do munic\u00edpio e at\u00e9 em alguns enterros.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">O segundo filho da prole era Francisco, que cedo passou a ser considerado mestre. Fabricava os instrumentos da banda e discorria sobre tempo, natureza, universo, viagens espaciais, feiti\u00e7os e sortil\u00e9gios, como o desencantamento de lobisomens. N\u00e3o havia um assunto sobre o qual ele n\u00e3o houvesse pensado, emitindo opini\u00f5es originais. Depois dele vinha Jo\u00e3o, irm\u00e3o siam\u00eas da zabumba, recitador de loas, rezador de novenas e especialista na entroniza\u00e7\u00e3o dos santos no altar. Era o mais religioso da fam\u00edlia, um oficiante dos mist\u00e9rios. Seguia-se Ant\u00f4nio, ex\u00edmio pifeiro, p\u00e2ndego, menino brincalh\u00e3o cheio de presepadas. Imitava as vozes das pessoas, o canto dos p\u00e1ssaros, todos os bichos que se possa imaginar. Por \u00faltimo, Raimundo, que me impressionava pela concentra\u00e7\u00e3o na dan\u00e7a, parecendo em transe e arrebatado por for\u00e7as desconhecidas. <\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Acompanhando os Aniceto, presenciei a perfeita comunh\u00e3o entre o sagrado e o profano, o sutil deslizamento de m\u00fasica e dan\u00e7a apol\u00edneas para a possess\u00e3o dionis\u00edaca. As celebra\u00e7\u00f5es aos santos cat\u00f3licos se transformavam em liba\u00e7\u00f5es alco\u00f3licas, rituais fren\u00e9ticos iguais aos dos terreiros de candombl\u00e9. Louvava-se a Deus com muita comida e cacha\u00e7a, e irreverentes conversas sobre sexo.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Os m\u00fasicos bailarinos foram caindo, na ordem decrescente de suas idades. Morreu Jos\u00e9, o pai, depois Francisco, Jo\u00e3o e Ant\u00f4nio. Um irm\u00e3o chamado Luiz, que n\u00e3o cheguei a conhecer, nem ouvi tocando, debandou da orquestra e da fam\u00edlia, em busca das terras de Goi\u00e1s. De uma irm\u00e3 afinada ao p\u00edfaro, apenas tive not\u00edcia. A cada baixa na fam\u00edlia, como no ex\u00e9rcito espartano dos trezentos, um neto assumia o posto e o instrumento. Agora que Raimundo n\u00e3o toca nem dan\u00e7a, apenas sorri com beatitude superior \u00e0 doen\u00e7a e \u00e0 morte, a banda passou \u00e0 nova gera\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Os Aniceto tinham um palanque cativo na exposi\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria do Crato, que reunia gente de todo o nordeste. No come\u00e7o, se apresentavam numa carroceria de caminh\u00e3o. As atra\u00e7\u00f5es do evento se transformaram em megas shows com Ivete Sangalo, Claudia Leitte, Wesley Safad\u00e3o e outros cantores da m\u00eddia.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Feliz do povo que se reconhece nos seus m\u00fasicos e poetas. O artista ideal ser\u00e1 capaz de incorporar a grandeza, estranheza e diversidade de seu lugar, de sua gente e da natureza que o cerca. A sonoridade dos Irm\u00e3os Aniceto parecia com o vento na floresta do Araripe e o azougue dos relhos dos caretas. Bastava escut\u00e1-los e sentir. Por\u00e9m ningu\u00e9m ouve mais nada. Todos ficaram surdos com os milh\u00f5es de decib\u00e9is dos trios el\u00e9tricos. <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Raimundo Aniceto sofreu um acidente vascular cerebral, n\u00e3o pode mais tocar o p\u00edfaro, nem dan\u00e7ar o Bai\u00e3o Gigante, pantomima em que representava com punhais a luta de dois homens. O acidente comprometeu a fala, o sopro e os passos de Raimundo. 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