{"id":1605,"date":"2021-03-01T17:30:44","date_gmt":"2021-03-01T20:30:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ronaldocorreiadebrito.com.br\/site2\/?p=1605"},"modified":"2021-03-01T17:30:44","modified_gmt":"2021-03-01T20:30:44","slug":"o-lampejo-da-morte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ronaldocorreiadebrito.com.br\/site2\/2021\/03\/o-lampejo-da-morte\/","title":{"rendered":"O lampejo da morte"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Dizem que existe fidelidade entre os casais de cisnes e que quando morre um deles, o outro n\u00e3o demora muito tempo vivo. N\u00e3o \u00e9 um achado comum no reino animal. As m\u00e3es defendem seus filhotes, e h\u00e1 relatos de alces que se entregam \u00e0 mira dos rifles dos ca\u00e7adores, para proteger as manadas. Fomos pr\u00f3digos em atribuir sentimentos de lealdade e servid\u00e3o aos bichos, em eleg\u00ea-los como s\u00edmbolos de qualidades humanas. O bode simboliza a for\u00e7a vital, a libido, a fecundidade. A tartaruga a regenera\u00e7\u00e3o, a estabilidade e o conhecimento. O corvo \u00e9 considerado de mau agouro, pode atrair desgra\u00e7a. O boi \u00e9 um s\u00edmbolo de bondade, de calma, de capacidade de trabalho. A \u00e1guia \u00e9 a rainha das aves, substituta ou representante das mais altas divindades. E o tigre s\u00f3 comporta sinais negativos, as id\u00e9ias de poder e ferocidade. <\/span><\/p>\n<p class=\"p2\"><span class=\"s1\"> Cada povo criou uma mitologia pr\u00f3pria em torno dos animais, celebrando-os em cultos e adora\u00e7\u00f5es.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>Atribu\u00edram coragem, lealdade, arg\u00facia, intelig\u00eancia, honradez, mesquinhez e covardia aos seres que os livros de zoologia classificam de irracionais. Em alguns povos, os feitos her\u00f3icos das tribos s\u00e3o prerrogativas animais. Personagens m\u00edticas ora adquirem forma humana, ora retornam ao est\u00e1gio animal, na forma de jabuti, raposa, on\u00e7a, ou o que seja. No cl\u00e1ssico Ramayana, o mais famoso relato \u00e9pico da \u00cdndia, um dos her\u00f3is centrais da narrativa \u00e9 um macaco, Ranuman. <\/span><\/p>\n<p class=\"p2\"><span class=\"s1\"> A mitologia e o imagin\u00e1rio em torno dos animais remontam ao tempo em que viv\u00edamos pr\u00f3ximos deles, caminhando atr\u00e1s das manadas, ca\u00e7ando ou esperando que algum morresse, para nos alimentar. A Epopeia de Gilgamesh, poema mais antigo de que se tem registro, relata o ardil usado para separar o her\u00f3i Enkidu das gazelas com quem ele vivia, comendo, dormindo, e transando. Passados mil\u00eanios, desgarrados da natureza e do sagrado, j\u00e1 n\u00e3o somos capazes de imaginar o quanto fomos pr\u00f3ximos dos outros animais. Esses que exterminamos a cada dia, at\u00e9 que n\u00e3o reste nenhum para contar a hist\u00f3ria. <\/span><\/p>\n<p class=\"p2\"><span class=\"s1\"> A intimidade<\/span> <span class=\"s1\">que nos fazia quase iguais, a ponto de nos confundirmos nas fabula\u00e7\u00f5es e nas lendas, com o passar do tempo mostrou sutis diferen\u00e7as. Imagine um pequeno agrupamento humano seguindo de perto uma manada de ant\u00edlopes. Imagine que um dos ant\u00edlopes se machuca e morre, mas a manada prossegue, em busca de \u00e1gua e pastagem. O semelhante \u00e9 deixado para tr\u00e1s, sem lamentos, sem pranto, sem honras funer\u00e1rias. Imagine que num outro dia, num tempo em que a m\u00e9dia de vida humana era de vinte anos, um dos velhos da tribo n\u00f4made adoece e morre. A marcha cessa, os membros da tribo gritam, a companheira do morto arranca os cabelos e cobre a cabe\u00e7a de cinza. Quatro rapazes s\u00e3o despachados para acompanhar a manada e n\u00e3o perd\u00ea-la de vista, enquanto as outras pessoas preparam os rudimentos de um funeral. Cavam um buraco na terra, enterram o corpo enrijecido, e ao lado dele depositam seus poucos pertences: a lan\u00e7a, o arco, as setas, um colar de pedras. <\/span><\/p>\n<p class=\"p2\"><span class=\"s1\"> O trajeto para a consci\u00eancia da morte talvez represente o grande passo na evolu\u00e7\u00e3o do homem, o que mais o diferenciou na escala animal. Retornemos bem mais longe nessa caminhada em rebanho, ao instante em que um primeiro homem, ou um rudimento do que seria um homem, contempla seu semelhante ca\u00eddo, e tenta que ele se mova ou emita um som. Nada. H\u00e1 bem pouco, esse que agora j\u00e1 n\u00e3o se move, subia em \u00e1rvores, atirava pedras num ant\u00edlope, brigava por um peda\u00e7o de carne. O companheiro se agita, tenta mover as m\u00e3os do morto, enfia o dedo em sua boca. Pela primeira vez, desde que esses homenzinhos ocupam o planeta, um deles tem a consci\u00eancia de que algo que foge ao controle e a vontade aconteceu: a morte. Ele tenta comunicar sua descoberta aos outros, simboliz\u00e1-la. Uma dor que difere do sofrimento f\u00edsico se insinua dentro dele, mas ele ainda n\u00e3o sabe o que ela significa.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">O bando parte. Nosso primeiro homem consciente da morte caminha e olha para tr\u00e1s. O companheiro n\u00e3o se move e isso o incomoda. O corpo permanece estirado no ch\u00e3o, do mesmo modo que o ant\u00edlope. A manada segue em frente, insens\u00edvel. Nosso her\u00f3i se inquieta, teme prosseguir. Um novo conhecimento se insinua nele. Difere da t\u00e9cnica de produzir fogo, do manejo do arco, da coleta de um fruto. Nosso her\u00f3i foi iniciado na subjetividade da morte.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Estamos nos prim\u00f3rdios da hist\u00f3ria do homem. Ele j\u00e1 pergunta por que deixamos de ver, de ouvir, de caminhar, e de falar. Elabora imagens sobre a morte, tenta represent\u00e1-la. Surgem rudimentos de cidades, aumentam os agrupamentos e as quest\u00f5es se alargam. A morte \u00e9 para sempre, ou apenas transit\u00f3ria? Teremos uma outra vida depois dessa, num lugar longe daqui? As perguntas se transformam em representa\u00e7\u00f5es na pintura, na poesia, na m\u00fasica, no teatro e na dan\u00e7a. Surgem a arte e a filosofia. Fundam-se as religi\u00f5es, elaboram-se os conceitos de alma e esp\u00edrito.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">O melhor registro da hist\u00f3ria do homem se fez em urnas funer\u00e1rias, em covas rudimentares, potes de argila, t\u00famulos luxuosos ou pir\u00e2mides. Suspeitando que do outro lado da morte poderiam necessitar dos bens que possu\u00edam na terra, os homens criaram rituais de sepultamento. Alguns levavam junto consigo o navio, o cavalo e as armas. Outros se enterravam com esposas, escravos, animais de estima\u00e7\u00e3o, roupas, j\u00f3ias e mob\u00edlias. Dos mais pobres aos mais poderosos, dos mais simples aos mais s\u00e1bios, em qualquer tempo, sofremos a mesma perplexidade e incerteza. A pergunta que se fez o nosso her\u00f3i primitivo continua sem resposta. O caminho da morada do outro lado s\u00f3 possui o desenho de ida. Perdeu-se o tra\u00e7ado da volta. Desde muito o procuramos em v\u00e3o. <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dizem que existe fidelidade entre os casais de cisnes e que quando morre um deles, o outro n\u00e3o demora muito tempo vivo. N\u00e3o \u00e9 um achado comum no reino animal. 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