{"id":1517,"date":"2020-12-16T16:07:46","date_gmt":"2020-12-16T19:07:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ronaldocorreiadebrito.com.br\/site2\/?p=1517"},"modified":"2020-12-16T16:07:46","modified_gmt":"2020-12-16T19:07:46","slug":"assim-na-terra-como-no-ceu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ronaldocorreiadebrito.com.br\/site2\/2020\/12\/assim-na-terra-como-no-ceu\/","title":{"rendered":"Assim na terra como no c\u00e9u"},"content":{"rendered":"<p>Em Recife, o calor de dezembro transforma a cidade num jardim de ac\u00e1cias, ip\u00eas, caraibeiras, flamboyants, jasmineiros e espat\u00f3deas. S\u00e3o as nossas \u00e1rvores de Natal, enfeitadas com flores naturais. Mangueiras e cajueiros se carregam de frutos em grada\u00e7\u00f5es de vermelho, amarelo e verde, pingentes mais bonitos do que os fabricados na China. E se voc\u00ea contempla o que sobrou da mata atl\u00e2ntica, descobre tons prateados nas folhas novas das emba\u00fabas e os frutos dos visgueiros, pendurados em longas embiras, que descem da copa plana parecendo um sombreiro. Tudo t\u00e3o preciosamente disposto, num requinte est\u00e9tico que nenhum decorador natalino alcan\u00e7aria.<\/p>\n<p>Pena que nossas flora\u00e7\u00f5es durem pouco, explodam e desapare\u00e7am ligeiro como um por de sol. \u00c9 a marca dos tr\u00f3picos, o amadurecimento precoce. Talvez n\u00e3o suport\u00e1ssemos tanta exuber\u00e2ncia prolongada, o \u00eaxtase esgotaria nossos sentidos. Vivemos numa luminosidade cont\u00ednua, que exp\u00f5e imagens, excita e nos acelera. Fomos educados no amor por essa luz fe\u00e9rica, n\u00e3o apreciamos a sombra e o sil\u00eancio, o que se resguarda e aquieta. Levamos a s\u00e9rio demais a afirma\u00e7\u00e3o de Pl\u00ednio, O Velho, de que encarar a luz \u00e9 a coisa mais apraz\u00edvel para os mortais, e o que est\u00e1 sob a terra \u00e9 nada. Nossa natureza solar, diurna, prevaleceu sobre os influxos lunares, noturnos. Parecemos conhecer apenas a vida, embora o sol se ponha toda noite, acenando aos homens com a morte.<\/p>\n<p>No m\u00eas de dezembro ca\u00edam as primeiras chuvas no sert\u00e3o, as temperaturas baixavam, e um esbo\u00e7o de recolhimento prenunciava o Natal. Homens arrancavam a mandioca nos ro\u00e7ados, lavavam para retirar a terra, punham de molho em potes, esperavam durante tr\u00eas dias que ela fermentasse, descascavam, peneiravam em urupemas grandes, despejavam num saco de fia\u00e7\u00e3o estreita e lavavam novamente at\u00e9 sair a goma.\u00a0 Dessa maneira ficava pronta a massa puba. Mulheres faziam bolinhos da massa escorrida \u2013 carim\u00e3s \u2013 e deixavam secando ao sol. Guardadas, elas duravam meses por conta da aus\u00eancia de umidade na aridez sertaneja. Na v\u00e9spera da Noite de Festas, desmanchavam-se as carim\u00e3s em leite ou \u00e1gua e se aprontavam bolos. Assados em fornos de tijolo refrat\u00e1rio, constru\u00eddos no quintal das casas, eram o maior requinte do banquete natalino, que tamb\u00e9m tinha sequilhos, p\u00e3es de l\u00f3 de goma, manzape, manu\u00ea, galinha assada e alu\u00e1.<\/p>\n<p>A magia culin\u00e1ria de substitui\u00e7\u00e3o dos ingredientes n\u00e3o ganhou adeptos apenas nas casas grandes dos engenhos. No sert\u00e3o, ela tamb\u00e9m operou seus milagres. Amendoim e rapadura entraram na receita do arroz doce, no lugar de coco e a\u00e7\u00facar. Uma extravagante mistura \u00e0 base de gergelim torrado e pilado, farinha de mandioca, mela\u00e7o e pimenta do reino mo\u00edda virou nosso doce de gergelim. Mais ex\u00f3tico do que ele apenas o que batizamos por chouri\u00e7o. N\u00e3o se trata de um embutido salgado, mas de um doce produzido com sangue de porco, farinha de mandioca, pimenta do reino, rapadura, castanha de caju ou amendoim torrado e banha de porco. Raridade culin\u00e1ria pouco lembrada e menos ainda degustada em tempos de dieta vegana.<\/p>\n<p>Numa grande tigela de barro se batiam os noventa ou cem ovos dos p\u00e3es de l\u00f3 natalinos da minha av\u00f3 paterna. No lugar da farinha de trigo, a goma seca e alva, armazenada em malas de couro cru. Media-se a riqueza de uma Noite de Festas pelos bolos assados. Em Pernambuco, as senhoras gastavam gemas, manteiga e coco nos bolos Souza Le\u00e3o, quindins e bombocados.\u00a0 A festa natalina consistia em receber a visita dos parentes e afilhados, oferecer presentes e comida. Podia ter a Missa do Galo, pastoril ou lapinha, reisado, cavalo-marinho ou boi-de-reis, as louva\u00e7\u00f5es ao nascimento de um menino, que prosseguiam at\u00e9 o dia seis de janeiro, quando o ciclo se fechava. Tudo sem exageros de luz ou barulho. Reinava o sil\u00eancio, ou as vozes cantando e declamando loas simples, vindas da Ib\u00e9ria, ou de mais longe do oriente \u00e1rabe e hebreu, e at\u00e9 de reminisc\u00eancias eg\u00edpcias e sum\u00e9rias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p><i>Senhora dona da casa<\/i><\/p>\n<p><i>passe o pente em seu cabelo<\/i><\/p>\n<p><i>que do c\u00e9u j\u00e1 vem caindo<\/i><\/p>\n<p><i>pingos de \u00e1gua de cheiro.\u00a0\u00a0<\/i><\/p><\/blockquote>\n<p><i>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/i><\/p>\n<p>Ca\u00edam as chuvas de dezembro, t\u00e3o promissoras. Apenas minha av\u00f3 materna punha-se triste porque se molhava a l\u00e3 nos p\u00e9s de ciumeira, estragando a mat\u00e9ria prima com que ela fabricava os bichinhos da lapinha: carneiros, boizinhos, cabras e camelos. Modesto artesanato de m\u00e3os calosas, em tardes de \u00f3cio, em meio \u00e0s lembran\u00e7as das cantigas que as pastoras entoavam na frente dos pres\u00e9pios, nas suas representa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p><i>Ai, ai, que dor na minha alma<\/i><\/p>\n<p><i>de ver o Menino deitado nas palhas.<\/i><\/p><\/blockquote>\n<p><i>\u00a0<\/i><\/p>\n<p>Queixavam-se as meninas pastorinhas. E nos cord\u00f5es de reisados, formados pelas corpora\u00e7\u00f5es de of\u00edcio dos engenhos de rapadura, homens e meninos suplicavam:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p><i>Abra a porta gente<\/i><\/p>\n<p><i>que eu venho ferido<\/i><\/p>\n<p><i>pela falsidade t\u00e3o grande<\/i><\/p>\n<p><i>dos meus inimigos.<\/i><\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E as mesmas vozes consolando, respondiam:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p><i>Se tu vens ferido<\/i><\/p>\n<p><i>chega pra dentro<\/i><\/p>\n<p><i>sangue do meio peito, jorrando<\/i><\/p>\n<p><i>serve de alimento.<\/i><\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As portas se abriam, comidas eram servidas, trocavam-se abra\u00e7os, louvava-se o sagrado. A areia prateada e a purpurina das flores, nos altares, brilhavam esplendorosas. L\u00e1 fora, nos terreiros e quintais, os frutos maduros desabavam das \u00e1rvores com estr\u00e9pito. Pingos de chuva desciam do c\u00e9u sobre a terra, encharcavam o solo e enchiam os barreiros e os a\u00e7udes com a mesma fartura das mesas. Recolhido, o sil\u00eancio nem se dava conta de que as cantorias e os vivas inundavam os espa\u00e7os da morada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p><i>Essa casa \u00e9 bonita \u00e9 bem feita,<\/i><\/p>\n<p><i>com muito gosto mostra uma barra amarela.<\/i><\/p>\n<p><i>Essa casa \u00e9 coberta com um v\u00e9u,<\/i><\/p>\n<p><i>meu Deus do C\u00e9u quem ser\u00e1 o dono dela?<\/i><\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Recife, o calor de dezembro transforma a cidade num jardim de ac\u00e1cias, ip\u00eas, caraibeiras, flamboyants, jasmineiros e espat\u00f3deas. S\u00e3o as nossas \u00e1rvores de Natal, enfeitadas com flores naturais. 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