{"id":1503,"date":"2020-11-28T12:42:23","date_gmt":"2020-11-28T15:42:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ronaldocorreiadebrito.com.br\/site2\/?p=1503"},"modified":"2020-11-28T12:42:23","modified_gmt":"2020-11-28T15:42:23","slug":"no-gume-da-prosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ronaldocorreiadebrito.com.br\/site2\/2020\/11\/no-gume-da-prosa\/","title":{"rendered":"No gume da prosa"},"content":{"rendered":"<p class=\"p3\" style=\"text-align: right;\"><span class=\"s1\"><i>Por Natasha Belfort Palmeira<\/i><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p4\"><span class=\"s2\">Numa cr\u00f4nica de 1894 intitulada <i>O punhal de Martinha<\/i>, Machado de Assis comparou o destino de dois punhais: o de Lucr\u00e9cia,\u00a0<\/span><span class=\"s2\">imortalizado por Tito L\u00edvio, e o de uma certa Martinha, mo\u00e7a de Cachoeira, na Bahia, que virou not\u00edcia numa gazeta local por ter \u201cfurado\u201d o homem que amea\u00e7ou desonr\u00e1-la. A primeira arma, escreve o cronista, entra para a hist\u00f3ria universal, mas a segunda \u00e9 \u201cconsumida pela ferrugem da obscuridade\u201d, afinal Roma n\u00e3o \u00e9 Cachoeira. A \u201cparcialidade dos tempos\u201d far\u00e1 com que o punhal da Martinha caia no esquecimento, apesar da coragem da cachoeirense e da beleza da sua linguagem, com valor natal e popular inestim\u00e1vel. \u00c9 uma pena, mas \u201ctais assim s\u00e3o as cousas deste mundo, tal \u00e9 a desigualdade dos destinos\u201d, arremata.<\/span><\/p>\n<p class=\"p5\"><span class=\"s1\">Resolvi cortar caminho pela cr\u00f4nica de Machado por acreditar que o problema por tr\u00e1s dos dois punhais, isto \u00e9, o da relativiza\u00e7\u00e3o da universalidade do universal, ou da particularidade do particular, \u00e9 caro tamb\u00e9m ao nosso convidado de hoje. Pois a singularidade estil\u00edstica e o alcance liter\u00e1rio da prosa l\u00edmpida do Ronaldo ganham menos com o predicado \u201cregionalista\u201d que ter\u00edamos tend\u00eancia a atribuir \u00e0 sua literatura. Tal classifica\u00e7\u00e3o, me parece, perde cada vez mais sentido, ao menos em sua acep\u00e7\u00e3o implicitamente redutiva, isto \u00e9, a de literatura que se limita a tratar de um povo e uma cultura particulares e sem suposto interesse para o resto do planeta. Essa categoria liter\u00e1ria n\u00e3o seria fruto de \u201coutra parcialidade dos tempos\u201d, ou da persist\u00eancia da mesma parcialidade a que j\u00e1 se referia Machado? Se assim n\u00e3o fosse, s\u00f3 poder\u00edamos nos convencer do valor est\u00e9tico do reisado nordestino, por exemplo, ao compar\u00e1-lo \u00e0 \u00d3pera de Pequim ou ao <i>kabuki<\/i>, deixando a diferen\u00e7a da pobreza econ\u00f4mica de lado, como faz Ant\u00f4nio Paulo no conto <i>Cravinho<\/i>.<\/span><\/p>\n<p class=\"p6\"><span class=\"s2\">O microcosmo ficcional de <i>Faca<\/i> e\u00a0<i>Livro dos homens<\/i>, ou ainda dos romances <i>Galileia<\/i> e <i>Dora sem v\u00e9u<\/i> tem ra\u00edzes no peda\u00e7o de terra onde Ronaldo cresceu e aprendeu a decifrar o mundo. E nesse sentido, sim, sua prosa \u00e9 regionalista, t\u00e3o regionalista quanto pode ser um romance de Machado sobre o Rio de Janeiro no s\u00e9culo XIX.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"p6\"><span class=\"s2\">Mas as compara\u00e7\u00f5es servem apenas num primeiro momento, para adiante olhar a fundo a composi\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria. Nesse plano, importa apenas indiretamente o local geogr\u00e1fico \u2013 Roma, Cachoeira, o sert\u00e3o dos Inhamuns. Importa como o escritor molda os materiais de que disp\u00f5e imediatamente, aproveitando as possibilidades formais que estes lhe oferecem; interessa como descobre neles dramas que est\u00e3o em toda parte. Importa menos a proveni\u00eancia do punhal que matou Donana, do que o assombro suscitado pelo crime, ou do que a faca, c\u00famplice de atos tr\u00e1gicos sempiternos, que ferem e envolvem todos n\u00f3s.<\/span><\/p>\n<p class=\"p5\"><span class=\"s1\">T\u00edtulo de sua colet\u00e2nea de estreia no Sudeste, faca \u00e9 arma branca concreta e simb\u00f3lica que atravessa os contos do autor, assim como as narrativas de maior f\u00f4lego que vir\u00e3o depois. Al\u00e9m de motivo liter\u00e1rio, ela parece ser tamb\u00e9m princ\u00edpio formal que entalha o grosso da experi\u00eancia, fazendo muito caber em t\u00e3o pouco. Assim, \u201ca terra toda\u201d pode caber \u201cnas rugas do rosto de uma mulher\u201d, como est\u00e1 escrito no conto \u201cDeus agiota\u201d, e a ru\u00edna de uma fam\u00edlia ilustre, no detalhe sutil de um penteado, como nessa passagem de \u201cRedemunho\u201d que descreve a matriarca: \u201cCatarina Cavalcante de Albuquerque Bezerra prende os cabelos em dois coc\u00f3s altos, com marrafas de casco de tartaruga, desprovidas de alguns dentes\u201d. Da\u00ed a for\u00e7a dessa prosa bem talhada e enxuta dos contos e romances de Ronaldo; da\u00ed sua distens\u00e3o, pois \u00e9 por esse gesto certeiro do prosador, que remove o azinhavre dos metais e a ferrugem das l\u00e2minas, que a narrativa se desprende da moldura sertaneja para se tornar palco de conflitos e contradi\u00e7\u00f5es mais amplos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"p7\"><span class=\"s1\">Esse mesmo princ\u00edpio formal rege tamb\u00e9m o trato com o tempo narrativo, que \u00e9 rigorosamente cortado, feito de hiatos e de esperas, de tempos que n\u00e3o passam e fazem irromper a assombra\u00e7\u00e3o de um passado que amea\u00e7a se repetir fatalmente a todo instante. \u00c9 exemplar, nesse sentido, o ponto culminante do romance <i>Galileia<\/i> em que Adonias repete, ou pensa repetir, os crimes da fam\u00edlia, percorrendo numa passagem not\u00e1vel os mesmos lugares e gestos de\u00a0Dom\u00edsio \u2013 fantasma cuja hist\u00f3ria \u00e9 recontada em outros livros seus. A heran\u00e7a rural \u00e9 ent\u00e3o ao mesmo tempo mem\u00f3ria de morte, de rela\u00e7\u00f5es brutas, e fonte de ricas narrativas da tradi\u00e7\u00e3o oral.<\/span><\/p>\n<p class=\"p4\"><span class=\"s2\">A tens\u00e3o narrativa da espera criada pela estrutura tr\u00e1gica e concentrada das hist\u00f3rias, e que deixa o leitor em constante suspens\u00e3o, assume um n\u00edvel simb\u00f3lico mais geral, que d\u00e1 conta tamb\u00e9m do processo inverso, isto \u00e9, em<\/span><span class=\"s1\"> que o todo chega ao mi\u00fado. A<\/span><span class=\"s2\"> temporalidade c\u00edclica ligada \u00e0 t\u00f3pica da espera, e emprestada <\/span><span class=\"s1\">da \u00e9pica oral, como notou Davi Arrigucci no posf\u00e1cio ao livro <i>Faca<\/i>, admite tanto a mistura das hist\u00f3rias antigas com as mais recentes, quanto o encontro entre o arcaico e o moderno, reconhec\u00edvel seja no pormenor, como \u00e9 s\u00f3lito na escrita do autor, em que o som de um telefone pode ser confundido com um chocalhinho de cabra, seja no plano mais geral do embate entre o conhecimento cient\u00edfico e os saberes seculares da tradi\u00e7\u00e3o popular, como ocorre no romance <i>Dora sem v\u00e9u<\/i>. Esse tempo ficcional permite tamb\u00e9m imitar a combina\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria entre o mundo agreste e a modernidade. O sert\u00e3o, como escreveu Ronaldo em uma entrevista, torna-se a paisagem atrav\u00e9s da qual <\/span><span class=\"s2\">interpreta \u201co mundo, o de hoje, o globalizado, o que rompeu com as tradi\u00e7\u00f5es\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"p7\"><span class=\"s1\">Como num poema de Drummond, a presen\u00e7a do mundo moderno se faz sentir atrav\u00e9s do ingresso paulatino de mercadorias importadas de longe ou \u201cde baixo\u201d, que v\u00e3o de artigos de luxo \u2013 pianos trazidos da Europa, r\u00e1dios e celulares sem rede que a garotada v\u00ea na televis\u00e3o e acha bonito \u2013 ao lixo:<\/span><\/p>\n<p class=\"p9\"><span class=\"s2\">\u201cEnxergo o mundo em volta de mim, afogado em sacos de pl\u00e1sticos, que o vento carrega de um lado para outro. Uma velha caminha com uma lata d\u2019\u00e1gua na cabe\u00e7a. At\u00e9 aquele momento, nunca soube de sua exist\u00eancia, e ela igualmente nunca soube de mim. O que pensa? Quantas vezes ela encheu as jarras da casa, desde menina, quando s\u00f3 podia com um balde ou um potezinho?\u201d\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"p10\"><span class=\"s2\">\u00c9 tamb\u00e9m ent\u00e3o por essa via palp\u00e1vel e material que o universo sertanejo t\u00e3o simb\u00f3lico para a literatura brasileira se faz perme\u00e1vel ao mundo. Ronaldo cria assim a imagem de um sert\u00e3o desmistificado, sem perder, todavia, o v\u00ednculo com o imagin\u00e1rio fant\u00e1stico e po\u00e9tico encontrado em suas primeiras narrativas.\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Natasha Belfort Palmeira &nbsp; Numa cr\u00f4nica de 1894 intitulada O punhal de Martinha, Machado de Assis comparou o destino de dois punhais: o de Lucr\u00e9cia,\u00a0imortalizado por Tito L\u00edvio, e o de uma certa Martinha, mo\u00e7a de Cachoeira, na Bahia, que virou not\u00edcia numa 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