{"id":1493,"date":"2020-11-21T14:26:26","date_gmt":"2020-11-21T17:26:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ronaldocorreiadebrito.com.br\/site2\/?p=1493"},"modified":"2020-11-21T14:26:26","modified_gmt":"2020-11-21T17:26:26","slug":"maria-cabore","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ronaldocorreiadebrito.com.br\/site2\/2020\/11\/maria-cabore\/","title":{"rendered":"Maria Cabor\u00e9"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\"><span class=\"s1\"><b>O come\u00e7o<\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Maria Cabor\u00e9 vivia de pilar arroz, a um vint\u00e9m cada cinco litros, e de outros trabalhos que a vida a obrigara a aprender. Carregava \u00e1gua para encher os potes das casas, lavava roupa, fazia mudan\u00e7as, cozinhava. Desde menina conhecera a dureza de uma lida sem descanso.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">N\u00e3o tinha casa e n\u00e3o se lembrava de ter possu\u00eddo. Um dia almo\u00e7ava aqui, outro dia jantava acol\u00e1. Pagava com o seu trabalho, feito com disposi\u00e7\u00e3o. A cidade precisava dela e usava os seus pr\u00e9stimos. Era Maria pra c\u00e1, Maria pra l\u00e1, Mariinha, nega, faz isto, vai acol\u00e1, bota na cabe\u00e7a e entrega l\u00e1. E Maria fazendo. Pagavam com um vint\u00e9m, quando pagavam. A av\u00f3 fora escrava, e tamb\u00e9m rainha, num reino ensolarado da \u00c1frica. A cor da pele n\u00e3o deixava esquecer. Nem os sonhos em que aparecia uma terra distante e quente, um povo igual a ela, uma travessia de mar.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Vagava pelas ruas, entrava nas casas. Banhava-se no rio, nuinha, as coxas \u00e0 mostra, a carne macia salpicada de gotinhas d\u2019\u00e1gua. Despertava desejo quando passava com o rosto longe, imaginando besteiras. Os homens sentiam arrepios e esquentavam o sangue. Na pens\u00e3o de seu Ant\u00f4nio Meneses, onde pilava arroz, os dois filhos dele viviam tentando agarr\u00e1-la. Se passavam perto de Maria, beliscavam suas pernas. Se a mo\u00e7a subia no p\u00e9 de cajarana, eles subiam atr\u00e1s e a perseguiam de galho em galho at\u00e9 conseguirem amassar os seus peitos. Maria n\u00e3o queria daquele jeito, nem com aqueles rapazes arrogantes. Sonhava com rostos negros como o seu, vindos de longe.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Um homem rico ofereceu-lhe brincos de ouro para ficar sozinho com ela. Maria n\u00e3o aceitou. Os dois filhos de seu Ant\u00f4nio Meneses a emboscaram num po\u00e7o, onde apanhava \u00e1gua. Conseguiu fugir, mas ficou com o vestido rasgado, feridas no corpo e uma dor no cora\u00e7\u00e3o. \u00c0s vezes, incomodava ser negra. Parecia que a vida era s\u00f3 trabalhar para os outros, e deitar com qualquer branco faminto de sexo. Passou a fugir dos homens que a agarravam contra sua vontade, escondidos para que as mulheres de fam\u00edlia n\u00e3o vissem. As pessoas valiam o prato de comida que lhe davam para matar a fome, o tost\u00e3o com que lhe pagavam o trabalho, e mais nada.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">\u2013 Maria, vou me mudar pra uma casa nova. Quero que voc\u00ea me ajude. Chegue l\u00e1 em casa, antes do meio-dia.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">\u2013 Deixa de sonhar, Maria! Aquele homem n\u00e3o pensa em casamento. Ele s\u00f3 quer uma empregada.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">\u2013 Te espero \u00e0s sete horas, no curral de seu Azarias. Vai que \u00e9 gostoso! Mas n\u00e3o v\u00e1 n\u00e3o, sua negra!<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">\u2013 Ningu\u00e9m entra na casa de Deus vestido assim! Cria compostura, mulher! <\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">\u2013 \u00d4 Maria boazinha! Ficou o dia tomando conta dos meninos, enquanto eu ia pra ro\u00e7a. Deus te aben\u00e7oe!<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Seu povo estava perdido, s\u00f3 aparecendo em sonho. Escutava tambores, gritos que n\u00e3o decifrava. Tinha vis\u00f5es de paisagens estranhas.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Por n\u00e3o querer os homens que a tentavam, por sonhar com rostos escuros, de uma terra de muito sol, come\u00e7aram a espalhar que se casaria com Pr\u00edncipe Odilon e Rei-de-Congo, vindos da \u00c1frica, com cortejo de guerra. Gritavam pelas ruas, onde ela passasse. Nas casas, nos becos, nas igrejas, nas bodegas, falava-se do casamento com as celebridades. O povo ati\u00e7ava a fogueira da loucura de Maria, dando-lhe mais asas para sonhar. Risos e gargalhadas, vestidos mal costurados, molambos, cuias, coit\u00e9s, cestos de palha, panelas de barro, os cabelos desgrenhados e o batom fora dos l\u00e1bios eram o seu enxoval do casamento. As majestades vinham de longe e queriam recep\u00e7\u00e3o: flores de papel crepom e areia prateada, luz de muitos candeeiros, vinhos de milho e abacaxi, banda de p\u00edfaros e zabumbas. <\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Pr\u00edncipe Odilon e Rei-de-Congo anunciavam a chegan\u00e7a. Na cabe\u00e7a de Maria, que muitas latas d\u2019\u00e1gua carregara, os sentidos estavam em alerta, prontos a decifrar os sinais. O corpo mexido por m\u00e3os alheias, sempre contra o desejo, se arrepiava de enlevo. O pensamento endoidava, corria sem dono e sem peias. Pr\u00edncipe Odilon vinha da \u00c1frica. Reconheceria o seu cheiro, e a cor preta da pele.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Rei-de-Congo vinha da \u00c1frica, das congadas, com capacete de espelhos, um s\u00e9quito de figuras valentes. Trazia lan\u00e7as e flechas, o sangue esquentado nas veias. Dispunha-se a matar os que riam de Maria. Rei-de-Congo e Pr\u00edncipe Odilon, entronizados na doidice de Maria, donos do seu pensamento. Na fala do povo sem respeito, tudo apenas brincadeira, apenas vontade de rir. Na cabe\u00e7a de Maria, tudo assumido real.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\"><b>O meio<\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Quando se deu f\u00e9, Maria estava doida, ou sempre fora, com as lembran\u00e7as de corpos negros dan\u00e7ando em volta de uma fogueira, com o sonho da travessia de um mar. Agora, entrava na simplicidade das pedras do rio, onde sentava para enxugar-se do banho. Misturava-se ao lixo das ruas e a cor da roupa ficava da mesma tonalidade do seu corpo. Pertencia ao dom\u00ednio dos meninos, das pedradas, das portas de igrejas. Vivia com mendigos e tinha por irm\u00e3os as crian\u00e7as sem pais. Era a Maria das cal\u00e7adas, da cuspidela dos b\u00eabados, de todas as sobras, de todas as faltas. Era a Maria das noites mal dormidas, de olhar as estrelas, das primeiras enchentes do rio, de trepar nos p\u00e9s de goiaba, de chupar as mangas podres. Era a Maria de olhar perdido e de n\u00e3o trabalhar. E era a de trabalhar at\u00e9 quase morrer. Era a de ganhar um vint\u00e9m por cinco litros de arroz pilados. Era a de esperar por Pr\u00edncipe Odilon e Rei-de-Congo, que n\u00e3o tardariam a vir da \u00c1frica.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">\u2013 Maria, Mariinha, Mari\u00e1. Que \u00e9 feito do teu rei, do teu pr\u00edncipe de outras terras, vestido de couro cru, com palhas pelos cabelos, com grande for\u00e7a nos bra\u00e7os e a macheza de um touro? Maria, Mariinha, quando \u00e9 que v\u00eam te buscar? Quero comer dessa festa, embriagar-me de cacha\u00e7a, da bebida de teus iguais.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">\u2013 Maria Cabor\u00e9, Rei-de-Congo acaba de chegar. Vem montado em elefante e \u00e9 preto como noite escura. Traz um ex\u00e9rcito com mais de mil negros nus. V\u00e3o te levar para o Congo, onde ser\u00e1s rainha de negros, de gente do teu feitio. Ir\u00e1s morar em casa de palha, usar ossos no pesco\u00e7o, receber os esp\u00edritos dos teus deuses.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">\u2013 Maria, vem trabalhar. Bota esta lata d\u2019\u00e1gua. Passa a ferro esta roupa. Lava esta casa. Vai naquele lugar. Toma este prato de comida. Vem c\u00e1, nega boazinha. Trabalha mais ligeiro. Cuida destes meninos. Limpa aquelas panelas. Cozinha este feij\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\"><b>A peste<\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Veio a peste. Maria vivia a simplicidade da sua loucura e do seu sonho. A cidade se esquentava num calor diferente. Nos fins de tarde, as fam\u00edlias sentavam nas cal\u00e7adas. Nas cozinhas, Maria lavava pratos. De noite, enquanto todos dormiam, ela andava pelas ruas, olhando as estrelas e tentando ver, no c\u00e9u, o seu povo vindo busc\u00e1-la. O tempo ficava mais quente, as pessoas mais inquietas. Havia no ar um press\u00e1gio de coisa ruim. Os sinais da grande desgra\u00e7a foram vistos e identificados.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Os ratos, encontrados mortos no meio da rua e dentro das casas, foram o primeiro aviso. Era assim em todos os lugares e ali n\u00e3o teria por que ser diferente. Havia muitos armaz\u00e9ns de farinha na cidade, e a eles atribuiu-se a culpa, dizendo-se que era l\u00e1 onde os ratos se juntavam e procriavam. A peste bub\u00f4nica, naquele recanto do mundo. Ningu\u00e9m queria parecer contaminado. Cuidava-se em manter a apar\u00eancia da mais absoluta sa\u00fade. Com isso, os que mais sofriam eram os velhos, que n\u00e3o podiam ter o descanso do meio-dia, pois deitar em hora que n\u00e3o fosse \u00e0 noite j\u00e1 era atestado da doen\u00e7a. Eles passeavam por dentro das casas e pelas cal\u00e7adas, apoiados nos bra\u00e7os dos filhos e, sonolentos, sorriam para os vizinhos. E isso no come\u00e7o, quando s\u00f3 haviam aparecido os tr\u00eas primeiros casos de empestados. Depois que a mol\u00e9stia se alastrou, ningu\u00e9m se arriscava a sair de casa. As pessoas, disfar\u00e7adamente, se vigiavam. A cidade vivia do medo e da desconfian\u00e7a. Qualquer comportamento esquisito poderia ser a doen\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Foi quando veio da capital, distante quase cinquenta l\u00e9guas, uma equipe de m\u00e9dicos, todos especialistas, que se instalaram no semin\u00e1rio dos padres, lugar que passou a funcionar como hospital. A partir da\u00ed, n\u00e3o se p\u00f4de mais morrer em casa. Ao menor calor do corpo, por qualquer tumora\u00e7\u00e3o surgida nas virilhas ou sovacos, o paciente era levado para o semin\u00e1rio e de l\u00e1 nunca retornava. Surgiram boatos a respeito. Falavam que os doentes, l\u00e1 chegando, recebiam dos doutores uma inje\u00e7\u00e3o para aliviar a dor, que os aliviava da doen\u00e7a e da vida. Diziam ainda que os m\u00e9dicos e enfermeiras andavam mascarados, com umas roupas brancas e compridas arrastando pelos p\u00e9s. Que os padres se trancavam dentro da capela queimando incenso e cantando uns cantos que s\u00f3 lembravam o ju\u00edzo final.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">A cidade vivia no terror. Os homens, mulheres e at\u00e9 mesmo crian\u00e7as passaram a ser vigias uns dos outros. \u00c0 menor suspeita fazia-se uma den\u00fancia e, no mesmo dia, chegava o corpo cl\u00ednico e levava o apontado, sem que ele pudesse esbo\u00e7ar qualquer defesa. A fam\u00edlia punha-se em prantos e encomendava custosas coroas de hort\u00eansia, flor rara naqueles tempos de peste.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Enquanto as pessoas se escondiam umas das outras e condenavam a casa de onde tivesse partido um empestado, Maria Cabor\u00e9 prosseguia nas suas visitas, nos seus servicinhos, nos recados vai-l\u00e1-traz-c\u00e1. Era a \u00fanica pessoa viva, a \u00fanica que n\u00e3o fora contaminada. Nunca lavou tanta roupa, nunca andou em tantos lugares como naquele tempo. Se pediam que n\u00e3o fosse numa casa porque era certo ter gente doente, ela ia. Agora, sozinha no meio das ruas desertas, sentia-se dona da cidade, j\u00e1 que todos se fechavam com medo. <\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Os armaz\u00e9ns de farinha foram queimados para matar os ratos e exterminar o mal pela raiz. Maria viu as chamas e nunca mais as esqueceu. Pensou em Rei-de-Congo e Pr\u00edncipe Odilon chegando e tocando fogo na cidade, para lev\u00e1-la \u00e0 \u00c1frica, onde seria coroada rainha. Mas, enquanto eles n\u00e3o chegavam, servia a quem precisava, do jeito que sempre serviu.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Cansava de vagar sozinha, pelas ruas. O tempo se tornava cada vez mais quente. O sol parecia queimar tudo. Havia um medo espalhado. Maria deu tamb\u00e9m para identificar sinais. Sentia um gosto amargo nas mangas que chupava. Era diferente o canto do sabi\u00e1-peito-amarelo. O vento soprava para lados diferentes. \u00c0 noite, n\u00e3o conseguia dormir. Ouvia vozes e gemidos. Tentava pensar em Pr\u00edncipe Odilon e Rei-de-Congo e temia que eles estivessem demorando demais. Passou a esconder-se do povo e s\u00f3 a custo fazia algum trabalho.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Um dia sentiu-se cansada, o corpo mole, n\u00e3o teve disposi\u00e7\u00e3o para terminar de lavar a roupa de dona Aninha Vilar. \u00c0 noite, teve febre e delirou. Via areias a perder de vista. Num esfor\u00e7o, procurou um pouso, um canto que fosse seu, e embora a cidade estivesse quase deserta, sentiu-se estrangeira ali, agora, como em toda a vida. Deitou-se numa cal\u00e7ada e tocou o corpo ardendo em febre. Sentiu os tumores nas virilhas e compreendeu. Rei-de-Congo e Pr\u00edncipe Odilon teriam de se apressar. Experimentou cantar como sempre fizera. Cantou, cantou e acabou chorando. Depois, saiu gritando pelas ruas, correndo pelas portas com os sinos das igrejas tocando, os fogos estourando no c\u00e9u, proclamando, aos gritos, que Pr\u00edncipe Odilon e Rei-de-Congo n\u00e3o tardariam a chegar.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">No dia seguinte, a cidade inteira procurava por ela mas ningu\u00e9m a encontrava. Havia muita roupa para lavar, muitas casas por varrer e Maria n\u00e3o aparecia.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\"><b>A morte<\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Maria Cabor\u00e9 tem febre e se contorce. Os bub\u00f5es dilaceram a carne. O suor banha o corpo. Os olhos se fecham e veem as savanas da \u00c1frica. Pr\u00edncipe Odilon e Rei-de-Congo est\u00e3o sentados em seus tronos e t\u00eam, aos p\u00e9s, le\u00f5es mortos pelos guerreiros que foram \u00e0 ca\u00e7a. Uma velha canta um hino de morte. Os dois reis esperam pela senten\u00e7a dos b\u00fazios. O or\u00e1culo manda que partam logo. As majestades se vestem. Rei-de-Congo coloca na cabe\u00e7a o capacete de espelhos e fitas coloridas. Pr\u00edncipe Odilon amarra no pesco\u00e7o o colar de dentes de javali. Maria Cabor\u00e9 grita e os m\u00e9dicos lhe apertam os pulsos. A \u00c1frica se queima debaixo do sol. Os animais se enfurecem. Homens brancos correm atr\u00e1s de negros que fogem para dentro da mata. Vieram roub\u00e1-los, faz\u00ea-los seus escravos. Disparam trov\u00f5es. Uma mulher negra joga-se dentro do rio com seus dois filhos.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Maria Cabor\u00e9 resiste, mas os m\u00e9dicos s\u00e3o muitos. Amarrados por correntes, os homens negros se comprimem no por\u00e3o do navio. T\u00eam medo. A terra da \u00c1frica se estorrica de tanto sol e a mata n\u00e3o consegue esconder os seus filhos, que buscam esconderijo. Os deuses africanos se sentem fracos com a f\u00faria dos brancos pisando suas imagens. Sopra um vento quente, e mulheres negras se atiram nas rochas. H\u00e1 um sorriso no rosto de Maria Cabor\u00e9. Pr\u00edncipe Odilon e Rei-de-Congo est\u00e3o chegando em um navio e trazem muitos guerreiros armados. Os orix\u00e1s sobrevoam as suas cabe\u00e7as. As m\u00e3os empunham armas e as gargantas cantam a guerra. O mar trouxe-os r\u00e1pido. As majestades saltam em terra e a terra treme.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Quem chega veio buscar os que foram arrancados de suas casas e trazidos para um mundo que desconheciam e que n\u00e3o desejavam. J\u00e1 v\u00e3o chegando os reis com espelhos nos capacetes e acenam para Maria. As pessoas se escondem com medo do brilho e da f\u00faria dos guerreiros. Pr\u00edncipe Odilon e Rei-de-Congo tomam as m\u00e3os de Maria e se ajoelham. N\u00e3o h\u00e1 ningu\u00e9m em volta, pois todos fugiram. Maria j\u00e1 avista o seu trono e a sua coroa de rainha. Os m\u00e9dicos conseguem, finalmente, domin\u00e1-la e aplicar-lhe a inje\u00e7\u00e3o de al\u00edvio. A \u00c1frica vai se fazendo perto. Como no sonho, o mar \u00e9 atravessado. Maria sente o sol que sempre lhe queimou o corpo, avista as savanas com os animais em correria. Mesmo ausente, compreende, agora, que estivera sempre ali. \u00c9 recebida com grande festa. Uma de cada lado, as majestades de faces negras e lisas sorriem. Maria Cabor\u00e9, cercada por mulheres, \u00e9 vestida, enfeitada e coroada rainha.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O come\u00e7o Maria Cabor\u00e9 vivia de pilar arroz, a um vint\u00e9m cada cinco litros, e de outros trabalhos que a vida a obrigara a aprender. Carregava \u00e1gua para encher os potes das casas, lavava roupa, fazia mudan\u00e7as, cozinhava. 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