{"id":1362,"date":"2020-07-19T13:04:59","date_gmt":"2020-07-19T16:04:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ronaldocorreiadebrito.com.br\/site2\/?p=1362"},"modified":"2020-07-19T13:04:59","modified_gmt":"2020-07-19T16:04:59","slug":"historias-de-fadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ronaldocorreiadebrito.com.br\/site2\/2020\/07\/historias-de-fadas\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3rias de fadas"},"content":{"rendered":"<p>Ganhou o nome Maria Velha quando contrataram empregada nova para a fam\u00edlia, uma mo\u00e7a parecendo \u00edndia, tamb\u00e9m com o nome Maria. As crian\u00e7as continuaram a cham\u00e1-la de Ba\u00eda, a pedir que guardasse pedacinhos do coco que ralava para o bolo, ou que descascasse maca\u00fabas. Sofria enxaqueca, queixava-se que tinha amanhecido com a cabe\u00e7a grossa. A casa por varrer, as roupas no tanque e ela encolhida nas t\u00e1buas de uma mala, que a Dona trouxera no casamento. O forro da mala de cedro guardava o cheiro de uma lo\u00e7\u00e3o francesa. O vidro se quebrara nas v\u00e1rias mudan\u00e7as da fam\u00edlia. O perfume continuou incensando o jac\u00e1 vermelho da forra\u00e7\u00e3o. Seria a causa da cefaleia, Maria Velha garantia.<\/p>\n<p>N\u00e3o ficava anos seguidos na mesma casa, embora mantivesse o v\u00ednculo atrav\u00e9s de visitas frequentes e pedidos de ajuda, compensados com trabalho. Sentia-se mais livre assim. Ningu\u00e9m falava em direitos para as dom\u00e9sticas, f\u00e9rias, d\u00e9cimo terceiro sal\u00e1rio, jornada fixa, descanso nos finais de semana, fundo de garantia. Os patr\u00f5es pagavam o que bem quisessem, quando pagavam. Alguns retribu\u00edam apenas com refei\u00e7\u00f5es e roupas. S\u00f3 isso. Na falta de coisa melhor, elas iam ficando, n\u00e3o casavam, nunca visitavam os parentes, numa ren\u00fancia \u00e0 pr\u00f3pria vida. Agregadas fi\u00e9is, davam o sangue pela fam\u00edlia adotada como se fosse a sua.<\/p>\n<p>As que tinham mais sorte geriam neg\u00f3cios dos patr\u00f5es em f\u00e1bricas de queijo ou redes, vendiam bolos e doces caseiros, tocavam pequenos com\u00e9rcios. Prosperavam ap\u00f3s a morte dos senhores, abriam caf\u00e9s, onde os fregueses degustavam as receitas da fam\u00edlia tradicional. Se os herdeiros moravam noutras cidades, concediam os ganhos \u00e0s velhas agregadas. Esquecidas dos parentes de sangue, terminavam sozinhas. Sentiam vergonha da pobreza e da vida r\u00fastica dos pais.<\/p>\n<p>O sistema patriarcal, baseado em s\u00e9culos de escravatura, inventou rela\u00e7\u00f5es complexas entre as pessoas de cores e classes sociais diferentes. Uma maneira de valorizar as semi escravas era conceder que nos batismos fossem madrinhas de apresentar das crian\u00e7as cuidadas por elas. Uma honra, a ilus\u00e3o de pertencimento \u00e0 fam\u00edlia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ba\u00eda veio trabalhar na casa pela primeira vez, quando o quinto filho do casal precisava ser tirado do peito. De noite, ela embalava a menina de dois anos, que chorava pelo leite materno. Nesse tempo, j\u00e1 sofria dores pela artrite, usava saia de algod\u00e3o at\u00e9 os tornozelos e blusas de mangas compridas com bolsos. Fumava cachimbo, no canto mais longe e escondido do quintal. Era negra, nasceu livre, mas os av\u00f3s com certeza foram escravos.<\/p>\n<p>Em 1932, fugindo da grande seca, Ba\u00eda foi aprisionada com o marido e cinco filhos em um dos Campos de Concentra\u00e7\u00e3o do Cear\u00e1, chamados pelos imigrantes de Currais do Governo. Eram cercados de arame farpado, onde o poder p\u00fablico, a sociedade e os comerciantes confinavam os retirantes, impedindo que chegassem \u00e0s ruas das cidades, chocando as pessoas com o espet\u00e1culo da fome, mis\u00e9ria e feiura. Em Crato, Ipu, Senador Pompeu, Quixeramobim e Fortaleza n\u00e3o mediram esfor\u00e7os para manter as dezenas de milhares de famintos segregados dos ricos, pessoas temerosas de cont\u00e1gio, compungidas no catolicismo, mas indiferentes \u00e0 desgra\u00e7a dos flagelados. No conceito, os campos cearenses pouco diferiam da Alemanha nazista e da R\u00fassia stalinista.<\/p>\n<p>Fortaleza, a capital, passara por um embelezamento no estilo\u00a0<i>Art Decor<\/i>\u00a0e assumira o ep\u00edteto de \u201cloura desposada do sol\u201d. Os donos de f\u00e1bricas e ind\u00fastrias visitavam os dois Campos constru\u00eddos em torno da cidade, escolhiam homens e mulheres mais nutridos e de melhor apar\u00eancia, aptos ao trabalho. Eram levados com a promessa de serem pagos com refei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O esposo e os cinco filhos de Ba\u00eda morreram num dos Currais de Fortaleza. Apenas ela sobreviveu. Honesta, de se confiar a chave e as joias da casa onde trabalhasse, tinha um estranho costume. Escondia parte de suas refei\u00e7\u00f5es nos lugares mais impens\u00e1veis, sem jamais com\u00ea-las, at\u00e9 que apodreciam. Talvez lembrasse o marido e os filhos famintos.<\/p>\n<p>A dona da casa onde Ba\u00eda trabalhou havia sido criada por uma bab\u00e1, que perdera suas filhas para a fome, na seca de 1917. De tr\u00eas meninas, apenas uma escapou. \u00c0 noite, quando elas choravam famintas, a m\u00e3e colocava pedrinhas de sal na boca de cada uma, na esperan\u00e7a de que se consolassem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ba\u00eda quis morar num abrigo, logo que se aposentou. O dinheiro da aposentadoria pagava a hospedagem. Sentia-se feliz e protegida. Assistia missa todos os dias e j\u00e1 n\u00e3o precisava trabalhar por obriga\u00e7\u00e3o, embora continuasse trabalhando por h\u00e1bito.<\/p>\n<p>A outra Maria, a que parecia uma \u00edndia, engravidou do patr\u00e3o. O velho costume da casa grande. Numa viagem da esposa, o marido levou a Maria Nova \u00e0 cama de casal. Nem os len\u00e7\u00f3is foram trocados. N\u00e3o tinha import\u00e2ncia, era a \u00edndia quem lavava. O segundo filho, um menino, viu a cena prim\u00e1ria pelos postigos da porta.<\/p>\n<p>\u00c0s pressas, arranjaram um casamento com o morador das terras de um vizinho, rapaz tamb\u00e9m parecido com \u00edndio, meio abestalhado. Quando a filha de Maria nasceu, foi dada a criar por uma irm\u00e3 do patr\u00e3o. Felizmente, a sorte foi mais favor\u00e1vel a ela, que terminou bem casada e com \u00f3timos filhos. Feliz para sempre como nos contos de fadas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ganhou o nome Maria Velha quando contrataram empregada nova para a fam\u00edlia, uma mo\u00e7a parecendo \u00edndia, tamb\u00e9m com o nome Maria. As crian\u00e7as continuaram a cham\u00e1-la de Ba\u00eda, a pedir que guardasse pedacinhos do coco que ralava para o bolo, ou que descascasse maca\u00fabas. 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