{"id":1308,"date":"2020-05-14T12:38:51","date_gmt":"2020-05-14T15:38:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ronaldocorreiadebrito.com.br\/site2\/?p=1308"},"modified":"2020-05-14T12:38:51","modified_gmt":"2020-05-14T15:38:51","slug":"homem-atravessando-pontes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ronaldocorreiadebrito.com.br\/site2\/2020\/05\/homem-atravessando-pontes\/","title":{"rendered":"Homem atravessando pontes"},"content":{"rendered":"<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Caminha sempre aos domingos, com a devo\u00e7\u00e3o de um cat\u00f3lico que frequenta a missa. Religiosamente. Bermuda jeans, camisa de malha meio gasta, sand\u00e1lias de couro no lugar dos t\u00eanis e o bon\u00e9 ganho numa loja de constru\u00e7\u00e3o. Anda dez quil\u00f4metros se a bebedeira do s\u00e1bado n\u00e3o deixou ressaca. <\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">\u00c0s cinco da manh\u00e3 senta na frente do computador; d\u00e1 os \u00faltimos retoques numa confer\u00eancia ou na pesquisa para n\u00e3o sei qual minist\u00e9rio. Atividades que o mant\u00eam ocupado e \u00e0 beira do estresse, viajando pelo Brasil, pelo mundo, por universidades e embaixadas. Hospeda-se em hot\u00e9is de luxo; recebe di\u00e1rias e cach\u00eas altos. Talvez ganhe bastante dinheiro, nunca se tem certeza. Ele mesmo cria uma atmosfera de mist\u00e9rio em torno desses afazeres alheios \u00e0s caminhadas e aos encontros com os amigos. Dorme cedo e acorda cedo. Qualquer mudan\u00e7a nesse fuso hor\u00e1rio provoca transtornos no humor depressivo. <\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Trabalha at\u00e9 \u00e0s 7h50min, sem quebrar o jejum nem mesmo com uma fatia de p\u00e3o dormido. \u00c0s 8 horas desce pelo elevador de servi\u00e7o e inicia o p\u00e9riplo por lugares do centro do Recife. Um percurso sempre t\u00e3o igual que as cal\u00e7adas de pedra portuguesa guardariam os rastros do andarilho, se n\u00e3o tivessem sido trocadas por blocos de concreto, na nova administra\u00e7\u00e3o da prefeitura. Substitu\u00edram as pedrinhas brancas e pretas com o mesmo cinismo com que derrubam pr\u00e9dios antigos, monumentos e igrejas. Mas o nosso homem de bermuda jeans e camisa de malha meio gasta caminha olhando para frente. Nunca se det\u00e9m nas fachadas das casas nem nos pardieiros arruinados. N\u00e3o investiga restos de arquitetura colonial e <i>art nouveau<\/i>, n\u00e3o repara nos avan\u00e7os modernistas da <i>art d\u00e9co<\/i>, nem perde tempo com os excessos barrocos. Apenas caminha, exercitando as pernas e a musculatura card\u00edaca. <\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">A pasta de couro usada nas viagens longas foi adquirida numa loja de departamentos em Londres e os palet\u00f3s foram comprados em Mil\u00e3o. O avesso do figurino pobre de andarilho recifense. N\u00e3o vestiria os mesmos trapos no Caminho de Santiago de Compostela. Com certeza, n\u00e3o. Talvez ele deseje confundir-se com pessoas comuns, perambulando por ruas desertas da cidade, nas manh\u00e3s de domingo. Recife mal despertado, as crian\u00e7as em cima de papel\u00f5es nas cal\u00e7adas, grogues pelo excesso de cola e crack, dormindo alheias ao sol quente no rosto, aos sinos da Igreja de Santo Ant\u00f4nio e ao caminhante que nem olha para elas. <\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">O homem de apar\u00eancia disfar\u00e7adamente modesta talvez pense na sociologia acad\u00eamica, no p\u00f3s-doutorado em Harvard, no orgulho de ser o provedor da fam\u00edlia. Acelera o passo com a certeza de que n\u00e3o ultrapassar\u00e1 os oitenta batimentos card\u00edacos por minuto, o ritmo ideal segundo o cardiologista que o examinou. Deixa a poesia das ruas para Manuel Bandeira, Joaquim Cardozo e Carlos Pena Filho. Felizmente n\u00e3o se chama Severino, como no poema de Jo\u00e3o Cabral, e nunca pensou em atirar-se da ponte para fora da vida. Seu \u00faltimo teste ergom\u00e9trico foi perfeito. <\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Vence os primeiros obst\u00e1culos da Boa Vista, atravessa a Ponte Duarte Coelho, a Guararapes, a Pracinha do Di\u00e1rio e pega \u00e0 direita na Rua do Imperador. Chega ao Mercado de S\u00e3o Jos\u00e9, cruza o P\u00e1tio de S\u00e3o Pedro e o largo da Bas\u00edlica de Nossa Senhora do Carmo, com seu esplendoroso altar barroco pag\u00e3o. Nem uma \u00fanica vez ele para e contempla as igrejas abertas, rel\u00edquias de um passado colonial que o envergonha. Na Fran\u00e7a, visitou a Notre Dame de Paris e a catedral de Chartres. Mas a Fran\u00e7a \u00e9 a Fran\u00e7a e Pernambuco \u00e9 Pernambuco. <\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Apenas agora se liga nos primeiros sinais de fome, um aumento do peristaltismo abdominal. N\u00e3o come h\u00e1 mais de doze horas. Habituou-se ao jejum prolongado. \u00c0s dez, sentar\u00e1 com amigos no Mercado Popular da Boa Vista para uma rodada de chope e um arrumadinho de charque. Prefere rum com coca-cola, pois cerveja dilata a bexiga. Sente dores no p\u00fabis desde quando a esposa dedicou-se \u00e0 ioga tantra, exigindo-lhe que mantenha por mais tempo a ere\u00e7\u00e3o do p\u00eanis e alcance o orgasmo sem ejacular. Um esfor\u00e7o excessivo na sua idade. Aceita o sacrif\u00edcio estoicamente, temendo que ela o imagine sem a mesma pot\u00eancia do in\u00edcio do casamento. Garante aos amigos manter a ere\u00e7\u00e3o durante seis horas. Nenhum acredita.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Cruza a Ponte Velha sobre o rio Capibaribe de \u00e1guas podres, onde jura que se atira no dia em que ficar impotente. O suic\u00eddio premeditado nada tem a ver com a poesia de Jo\u00e3o Cabral, nem com Seu Jos\u00e9 mestre carpina do poema em louvor \u00e0 vida, mesmo a vida mais insignificante, uma vida severina. Nada do discurso sociol\u00f3gico que sempre lhe garantiu bons empregos e sal\u00e1rios. Um suic\u00eddio por quest\u00f5es meramente sexuais, talvez antropol\u00f3gicas. Jura aos amigos matar-se. Eles riem entre uma bebida e outra, nos encontros de domingo ap\u00f3s as caminhadas, em lugares s\u00f3rdidos onde servem comida deplor\u00e1vel e tocam m\u00fasica em radiola de ficha. <\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">A ponte fende o rio em dois. Sente o mau cheiro da mar\u00e9 baixa e avista caranguejos \u00e0 deriva. A mulher descobriu um novo roteiro para o sexo: o tantrismo. O que a sociologia do mangue e as palafitas da Ilha do Leite t\u00eam a ver com a cultura amorosa indiana, que o oprime e o deixa tamb\u00e9m \u00e0 deriva? Desenvolveu um modo pr\u00f3prio de pensar e fazer o sexo. Sofreu para circuncidar-se sozinho, soltar o prep\u00facio da glande, romper o cabresto. Prefere as mulheres no papel de mulheres e ele no de homem. Quando os amigos pedem que explique melhor suas teorias, enrola-se em frases sem conte\u00fado e o levam no deboche.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Os caranguejos se enovelam na lama suja, uma vis\u00e3o aterradora. S\u00e3o os mesmos que os catadores limpam e vendem presos em embiras: d\u00f3ceis, amansados. Saem da pris\u00e3o dos barbantes para a panela de \u00e1gua quente. Bem simples e pr\u00e1tico. Depois, s\u00e3o servidos \u00e0 mesa com pir\u00e3o de farinha de mandioca. Uma gastronomia irretoc\u00e1vel, fruto da tradi\u00e7\u00e3o, o regionalismo tradicionalista e a seu modo modernista das li\u00e7\u00f5es de sociologia e antropologia pernambucana. O andarilho sorri ao lembrar que os caranguejos fazem parte de uma cadeia alimentar e cultural, em cujo topo ele se agarra a um emprego para sobreviver. Cospe com nojo nos bichos atracados tentando escalar os pared\u00f5es da ponte e invadir as ruas da cidade. Imagina o Recife tomado por caranguejos, numa guerra para que o mangue sobreviva. Os bichos amontoam-se como degraus de uma escada, ganham altura, oscilam e tombam de volta \u00e0 lama e ao caos do rio. Lembram tar\u00e2ntulas sem veneno. Apertam com as tenazes das patas os intelectuais metidos a pesquisar a podrid\u00e3o do mangue, provocando susto, dor e gritos nos invasores, um mal passageiro e merecido, embora nem se compare \u00e0 febre venenosa das tar\u00e2ntulas. <\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Bichos t\u00e2ntricos, trepam uns sobre os outros e, se deixarem, ali ficam para sempre. Ele n\u00e3o deveria consentir que a mulher frequentasse o curso de ioga t\u00e2ntrica, com um professor indiano. O que um indiano entende de caranguejos de patas arreganhadas, que n\u00f3s quebramos com porretes de madeira e chupamos a carne e os miolos? Pergunta-se com raiva, conjugando o verbo quebrar na primeira pessoa do plural como pol\u00edtico devasso ou professor acovardado: n\u00f3s. \u00c9 ele quem deseja quebrar. A cada m\u00eas a mulher passa um final de semana fora de casa, num hotel de campo, em meio ao que restou da Mata Atl\u00e2ntica. O mestre e os disc\u00edpulos discorrem sobre sexo t\u00e2ntrico. Ser\u00e1 que se exercitam em aulas pr\u00e1ticas? Ele tamb\u00e9m viaja, passa dias fora de casa. Os homens foram nascidos para viagens, aventuras, perigos e guerras. \u00c9 biol\u00f3gico. As mulheres esperam, tecendo mantos infind\u00e1veis. Sempre raciocinou dessa maneira, apesar da sociologia, da Calif\u00f3rnia, da contracultura e de todos os libelos feministas.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">\u2013 Muitas coisas mudaram, mas, no campo da rela\u00e7\u00e3o entre os sexos, continuam iguais. <\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">A irlandesa Edna O\u2019Brian tamb\u00e9m pensa como ele, o que o deixa bastante orgulhoso. \u00c9 uma mulher inteligente, de olhos verdes e pele muito alva, sempre vestida de negro. O sexo ocupa os pensamentos da escritora como algo misterioso e agressivo, que ela transforma em literatura para n\u00e3o enlouquecer. O instinto e a paix\u00e3o dos homens e mulheres s\u00e3o radicalmente diferentes, argumenta numa entrevista a Philip Roth. Na hora de se agarrarem, os homens possuem mais autoridade e autonomia. Gozam dentro das mulheres doando s\u00eamen, o l\u00edquido vital cheirando \u00e0 \u00e1gua sanit\u00e1ria. Elas recebem o tesouro viscoso, uns poucos mililitros repletos de espermatozoides, milh\u00f5es de c\u00e9lulas inquietas de cabe\u00e7a grande e cauda buli\u00e7osa. Ret\u00eam-no sem dar nada em troca, enquanto os homens tombam de lado, exaustos, precisando de um tempo para se refazer do esfor\u00e7o, alheios \u00e0 viagem das parceiras. Fogem para um lugar s\u00f3 deles. Olham a parede contr\u00e1ria ao rosto que h\u00e1 poucos minutos beijavam com sofreguid\u00e3o. As mulheres desconhecem por onde os homens passeiam, n\u00e3o compreendem qu\u00e3o instintiva \u00e9 a partida, essa busca de encontrar-se a si pr\u00f3prio e reanimar-se. Sentem-se abandonadas e magoadas. Edna O\u2019Brien experimenta um vazio igual e arranca seus escritos do nada. O andarilho acredita que as mulheres inventaram o sexo t\u00e2ntrico para vingar-se do abandono posterior ao orgasmo. Se os homens n\u00e3o ejacularem, ficar\u00e3o em p\u00e9 de igualdade com elas. Os machos nada doar\u00e3o de si; talvez apenas um espermatozoide afoito. Anulam-se as leis biol\u00f3gicas, desfaz-se a rela\u00e7\u00e3o de poder e mando. O amor sexual passa a desencadear-se pela consci\u00eancia e n\u00e3o mais pela paix\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">O corpo treme quando contempla a escada de caranguejos, desabando na lama podre. Talvez desista do encontro com os amigos e apare\u00e7a de surpresa no hotel onde a mulher se hospedou para o curso. Ela ficar\u00e1 assustada com a presen\u00e7a dele em meio aos colegas, temendo o que possa imaginar de ensinamentos t\u00e3o estranhos ao meio acad\u00eamico do curso de sociologia. No come\u00e7o, ela at\u00e9 sugeriu ao marido se incorporar \u00e0 turma de iogues. Parecia sincera. Mas foi apenas no come\u00e7o.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">N\u00e3o ir\u00e1 pelo Cais Jos\u00e9 Mariano, mesmo sendo domingo. A lembran\u00e7a dos armaz\u00e9ns de madeira, dos caminh\u00f5es descarregados por homens fortes e suarentos, o enoja. Prefere a rua da Matriz da Boa Vista, onde se casou. O que a esposa conversa com o professor indiano? At\u00e9 onde chegam as intimidades verbais? Em que termos falam de sexo, endurecimento, ejacula\u00e7\u00e3o, orgasmo? J\u00e1 s\u00e3o quase dez horas e os moradores de rua continuam dentro de suas casas improvisadas com pl\u00e1sticos e papel\u00f5es. D\u00e1 para ver alguns bebendo aguardente, de c\u00f3coras na cal\u00e7ada. Os gradis dos casarios, orgulho da mem\u00f3ria ib\u00e9rica pernambucana, servem para amarrar os pl\u00e1sticos com que improvisam os abrigos, a cada noite. Apenas nos domingos as cobertas permanecem montadas pelo dia afora. Quando chega a segunda-feira, os moradores se dispersam e a cidade reassume a vida comercial. Melhor ignorar tudo isso, n\u00e3o fez sociologia pensando em sujar as m\u00e3os no sangue. As feridas s\u00e3o para os poetas e guerreiros. Prefere batalhas na cama, mas a esposa o obriga a uma conten\u00e7\u00e3o severa, enchendo sua musculatura de dores. <\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Ser\u00e1 que o indiano segura seis horas de ere\u00e7\u00e3o sem ejacular uma \u00fanica vez? A mulher garante que sim. Como ficou sabendo? Ele, o marido, sempre gostou de esporrar, de ver as arremetidas do jato de esperma. Orgulha-se da for\u00e7a propulsiva do membro, lan\u00e7ando a quase um metro de dist\u00e2ncia os jorros em ondas de gozo. E os moradores de rua, como fazem sexo? Amontoados na lama, igualzinho aos caranguejos? Pessoas caminham nas cal\u00e7adas, carros buzinam nas ruas, vizinhos de mocambos de papel\u00e3o se esfregam ao lado, sem afet\u00e1-los. Pernas, bra\u00e7os e cabe\u00e7as invadem os espa\u00e7os. Corpos amontoados se tocam, chafurdam entre molambos e restos de comida, em torno de garrafas vazias, pontas de cigarro, maconha, cola e crack.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>Imagina uma suruba coletiva debaixo dos papel\u00f5es, como nos filmes porn\u00f4s ou na antiga Babil\u00f4nia. Excita-se. Teme n\u00e3o resistir ao impulso de enfiar-se em algum daqueles tug\u00farios. Aperta o passo, confiante no teste ergom\u00e9trico, por\u00e9m o cora\u00e7\u00e3o acelera a cento e dez batidas por minuto. <\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">\u00c9 necess\u00e1rio sentar e descansar.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Chegou \u00e0 antiga Pra\u00e7a da Boa Vista, onde no passado havia um chafariz. Seria bom refrescar-se. Agora, a \u00e1gua brota de uma fonte resguardada por ninfas e le\u00f5es. No alto, a escultura de uma \u00edndia remete aos antigos moradores de arrecifes e manguezais, dizimados como os caranguejos. Outros crust\u00e1ceos se movimentam em torno da pra\u00e7a gradeada. Melhor nem mencion\u00e1-los. <\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">O andarilho cansou dos pr\u00f3prios pensamentos e das imagens sem pudor. N\u00e3o costuma deter o olhar em quase nada, mas se embevece com as ninfas de perfil cl\u00e1ssico, os peitos \u00e0 mostra. Envergonha-se das fantasias com mulheres que o abordam pedindo cigarro e dinheiro, mas \u00e9 seu modo pueril de vingar-se da esposa ausente.<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Na casa de n\u00famero 387, um pouco \u00e0 frente, viveu na inf\u00e2ncia a escritora Clarice Lispector. Lembra o nome de um livro escrito por ela: <i>A imita\u00e7\u00e3o da Rosa<\/i>. Leu apenas o conto que d\u00e1 nome \u00e0 colet\u00e2nea: a angustiante loucura de uma mulher, obcecada pelo desejo de alcan\u00e7ar no casamento a perfei\u00e7\u00e3o das rosas. Pensa na esposa e sente uma fisgada no peito esquerdo. Ela tamb\u00e9m busca a harmonia na vida conjugal, a perfeita comunh\u00e3o entre corpo e alma. Ele n\u00e3o compreende essas coisas e provavelmente est\u00e1 enlouquecendo. <\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Constru\u00edram a fonte de pedra em Lisboa, do outro lado do Atl\u00e2ntico. V\u00e1rias pra\u00e7as se sucederam ao longo do tempo, at\u00e9 esta por onde ele caminha inquieto. \u00c9 poss\u00edvel investigar o passado de todas elas, seguir as pegadas de Clarice e fam\u00edlias judias dando voltas ao redor, tentando esquecer os horrores da guerra. <\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">O cora\u00e7\u00e3o permanece acelerado, amea\u00e7ando explodir. E se pular na \u00e1gua? Talvez refresque a cabe\u00e7a. Talvez.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Ronaldo Correia de Brito<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s1\">Conto do livro <i>Retratos imorais<\/i> (ed. Alfaguara) <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caminha sempre aos domingos, com a devo\u00e7\u00e3o de um cat\u00f3lico que frequenta a missa. Religiosamente. Bermuda jeans, camisa de malha meio gasta, sand\u00e1lias de couro no lugar dos t\u00eanis e o bon\u00e9 ganho numa loja de constru\u00e7\u00e3o. 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