{"id":1235,"date":"2020-03-28T13:52:26","date_gmt":"2020-03-28T16:52:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ronaldocorreiadebrito.com.br\/site2\/?p=1235"},"modified":"2020-03-28T19:40:43","modified_gmt":"2020-03-28T22:40:43","slug":"quero-ir-ao-hospital-trabalhar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ronaldocorreiadebrito.com.br\/site2\/2020\/03\/quero-ir-ao-hospital-trabalhar\/","title":{"rendered":"Quero ir ao hospital trabalhar"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Estava em Recife na grande cheia de 1977. Era m\u00e9dico residente do Hospital Get\u00falio Vargas, mas fiquei ilhado, em casa. No segundo dia de cheia, alarmado com as not\u00edcias sobre hospitais abarrotados de pacientes, m\u00e9dicos exaustos dobrando plant\u00f5es, decidi seguir ao trabalho a qualquer custo. Liguei para o corpo de bombeiros, me identifiquei e solicitei uma condu\u00e7\u00e3o. Coloquei mudas de roupa numa bolsa, toalhas e objetos de toalete. O caminh\u00e3o chegou, entrei na cabine alta e partimos. Minha rua era a \u00fanica cercada por \u00e1gua. \u00c0 medida que segu\u00edamos, eu me decepcionava com as pra\u00e7as e avenidas apenas com lama remanescente da cheia. Nada do que mostrara os notici\u00e1rios da televis\u00e3o. Para humilhar, o bombeiro ligou a sirene e p\u00f4s-se a rir de minha quixotice. Fui recebido com vivas e palmas pelos colegas. O plant\u00e3o estava calmo, todos haviam sido rendidos na hora certa. A calamidade s\u00f3 viria depois, com a epidemia de hepatite e leptospirose, quando pude dedicar-me em tempo integral aos pacientes. <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Costumo admirar os her\u00f3is. Segundo Joseph Campbell, o her\u00f3i \u00e9 algu\u00e9m que deu a pr\u00f3pria vida por algo maior que ele mesmo. E se pergunta como pode um ser humano participar t\u00e3o intensamente do perigo e da dor que aflige o outro a ponto de, sem pensar, espontaneamente, chegar a sacrificar a pr\u00f3pria vida. E lembra que Schopenhauer escreveu que essa \u00e9 a abertura para a consci\u00eancia metaf\u00edsica de que voc\u00ea e o outro s\u00e3o um, de que voc\u00ea \u00e9 dois aspectos de uma s\u00f3 vida.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\"><span class=\"s2\">Ser\u00e1 que pautei minha vida assim? Acho que n\u00e3o tanto, mas n\u00e3o afirmaria o mesmo que Fernando Pessoa no seu Poema em linha reta: <\/span><span class=\"s3\">Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado para fora da possibilidade do soco. Tenho levado boas porradas. O her\u00f3i, ainda segundo Campbell, \u00e9 a ant\u00edtese do governante doentio, narc\u00edsico e sequioso de poder que nos empurra ao precip\u00edcio. \u00c9 aquele que participa corajosa e decentemente da vida, no rumo da natureza e n\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o do rancor, da frustra\u00e7\u00e3o e da vingan\u00e7a pessoais. <span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 \u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Ortega y Gasset, nas suas Medita\u00e7\u00f5es sobre Dom Quixote, afirma que ele saiu pelo mundo \u00e0 procura de gigantes mas, em vez de gigantes, o ambiente \u00e0 sua volta lhe ofereceu moinhos de vento. A hist\u00f3ria se passa numa \u00e9poca em que havia uma interpreta\u00e7\u00e3o mecanicista do mundo, de modo que o meio n\u00e3o fornecia mais respostas espirituais ao her\u00f3i. Nosso tempo \u00e9 bem mais materialista e cartesiano do que a Idade M\u00e9dia, e o prot\u00f3tipo de her\u00f3i tornou-se o da pessoa sem escr\u00fapulos e sem car\u00e1ter, o anti-her\u00f3i, o \u201cmito\u201d. <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Quando me sinto acovardado, penso nos homens que venceram o medo e a covardia e, obsessivamente, procuraram servir ao outro. Um deles \u00e9 o escritor russo e m\u00e9dico Anton Tchekhov. O trato com a literatura lhe pareceu precisar de uma complementa\u00e7\u00e3o, o que ele alcan\u00e7ava com a medicina. A literatura, segundo Tchekhov, era sua amante, enquanto a medicina, a esposa leg\u00edtima. Apesar da sa\u00fade combalida \u2013 contraiu tuberculose aos 26 anos e morreu com apenas 44 anos \u2013, ele fez uma viagem para a ilha de Sacalina, a grande ilha pris\u00e3o localizada no extremo oriente do territ\u00f3rio russo, quando tinha 30 anos. O local in\u00f3spito, a 9.000 km de Moscou, era utilizado pelo regime colonial czarista para aprisionar degredados. A viagem durou tr\u00eas meses na ida e dois meses no retorno, num total de dois anos, que muito custou \u00e0 sa\u00fade fr\u00e1gil do viajante. <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">O escritor m\u00e9dico estudou e escreveu um relat\u00f3rio sobre as horr\u00edveis condi\u00e7\u00f5es de vida dos prisioneiros banidos, a mis\u00e9ria e degrada\u00e7\u00e3o a que eram submetidos. Tchekhov necessitava desse trabalho humano, mensur\u00e1vel e alcan\u00e7ado apenas com a pr\u00e1tica m\u00e9dica. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 literatura tinha sempre a consci\u00eancia pesada e se perguntava: Ser\u00e1 que estou ludibriando o leitor, j\u00e1 que n\u00e3o sou capaz de responder as quest\u00f5es mais importantes. <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Sobre a obsess\u00e3o de Tchekhov pelo trabalho e seu zelo com as pessoas, Thomas Mann escreveu: Devemos admitir que o ser humano \u00e9 um ser desencontrado. Sua consci\u00eancia, que \u00e9 da parte do intelecto, jamais poder\u00e1 ser harmonizada com a sua natureza, sua realidade, sua condi\u00e7\u00e3o social, e sempre haver\u00e1 \u2018ins\u00f4nias honrosas\u2019 entre aqueles que, por alguma raz\u00e3o obscura, se sentirem respons\u00e1veis pela sorte e pela vida humana. Se houve algu\u00e9m que sofreu dessa ins\u00f4nia foi o artista Tchekhov, e toda a sua atividade po\u00e9tica foi \u2018ins\u00f4nia honrosa\u2019, a busca pela palavra correta, salvadora, \u00e0 pergunta: \u2018O que devemos fazer?\u2019. Essa palavra dificilmente podia ser encontrada, se \u00e9 que podia ser encontrada. S\u00f3 uma coisa ele sabia com certeza: que o \u00f3cio \u00e9 a pior coisa, que \u00e9 preciso trabalhar, porque o \u00f3cio significa mandar trabalhar, explorar e oprimir.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">A lembran\u00e7a de Tchekhov me ocorreu por conta da pandemia do coronav\u00edrus. H\u00e1 cinquenta anos entrei no exerc\u00edcio da medicina, contando os anos de forma\u00e7\u00e3o, a maior parte deles dentro de hospitais. Trabalhei com doentes graves em emerg\u00eancias, cl\u00ednicas psiqui\u00e1tricas e de traumatologia, dispens\u00e1rio de tuberculose, isolamento de c\u00f3lera. Criei v\u00e1rias campanhas de educa\u00e7\u00e3o em sa\u00fade e viajei por Pernambuco e outros estados do Nordeste, a servi\u00e7o dessas campanhas. \u00c9 com estranhamento que fico dentro de casa, ocupado noutros afazeres, por\u00e9m sentindo-me ocioso porque n\u00e3o estou no corpo a corpo com os pacientes. Fui obrigado a recolher-me porque estou na idade de me contaminar e contaminar os outros. Mas tem sido dif\u00edcil aceitar o isolamento for\u00e7ado. Sou acometido de ansiedade porque habituei-me a atender, examinar, medicar, cuidar. Estar fora dessa pr\u00e1tica me deprime. Posso at\u00e9 n\u00e3o contrair a doen\u00e7a, mas sobreviverei sequelado e com um amargo sentimento de covardia.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estava em Recife na grande cheia de 1977. Era m\u00e9dico residente do Hospital Get\u00falio Vargas, mas fiquei ilhado, em casa. 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