{"id":1170,"date":"2019-07-23T15:04:58","date_gmt":"2019-07-23T18:04:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ronaldocorreiadebrito.com.br\/site2\/?p=1170"},"modified":"2019-07-23T15:04:58","modified_gmt":"2019-07-23T18:04:58","slug":"os-meninos-espartanos-do-brasil-critica-social-historia-politica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ronaldocorreiadebrito.com.br\/site2\/2019\/07\/os-meninos-espartanos-do-brasil-critica-social-historia-politica\/","title":{"rendered":"Os meninos espartanos do Brasil (cr\u00edtica social, hist\u00f3ria, pol\u00edtica)"},"content":{"rendered":"<p class=\"m_3882971921054341089gmail-MsoNormalCxSpMiddle\">Num filme que fez sucesso nos anos oitenta,\u00a0<i>Pequeno<\/i><i>\u00a0Grande Homem<\/i>, do diretor Arthur Penn, o chefe cheyenne Velha Pele Curtida decide morrer. Ele sobe uma colina e se deita no ch\u00e3o, esperando a morte. Mas a morte n\u00e3o vem e o \u00edndio retorna \u00e0 sua tribo. O velho Pele n\u00e3o aguentava mais o genoc\u00eddio do seu povo, praticado pelo ex\u00e9rcito.\u00a0Lembrei-me do filme, porque tamb\u00e9m desejei morrer. Deitei-me tr\u00eas dias num sof\u00e1, mas a morte n\u00e3o veio e eu retomei a vida e os afazeres.<\/p>\n<p class=\"m_3882971921054341089gmail-MsoNormalCxSpMiddle\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Meu desgosto tamb\u00e9m foi causado pela sensa\u00e7\u00e3o de exterm\u00ednio que estamos sofrendo. \u00c0s v\u00e9speras do S\u00e3o Jo\u00e3o, ouvi estampidos pr\u00f3ximos \u00e0 minha casa. Imaginei que fossem fogos. Depois de um tempo escutei gritos. Temeroso, olhei pelo port\u00e3o. Avistei um menino franzino, em torno dos catorze anos, sendo massacrado por v\u00e1rios homens com murros, chutes e pauladas.<\/p>\n<p class=\"m_3882971921054341089gmail-MsoNormalCxSpMiddle\">O garoto, na companhia de outro mais velho, assaltara o motorista de uma escola, carregando sua bolsa e duzentos reais. O mais velho desapareceu da cena com o dinheiro, e o guri tentou fugir numa bicicleta. Dado o alarme, um vigilante da rua correu atr\u00e1s para peg\u00e1-lo. Quando se sentiu acossado, o menino sacou um rev\u00f3lver e disparou cinco vezes, sem acertar o perseguidor. Derrubado da bicicleta, come\u00e7ou o massacre. O vigilante quebrava o menino no chute, aos gritos de \u201cvoc\u00ea ia tirar minha vida, cara!\u201d, e v\u00e1rios palavr\u00f5es. Chegaram o motorista e o porteiro da escola, os desocupados da rua, gente que passava de carro. Procuravam objetos com que bater, esmurravam, sacudiam, pisavam o corpo mirrado do garoto, num frenesi de possessos.<\/p>\n<p class=\"m_3882971921054341089gmail-MsoNormalCxSpMiddle\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Parti em defesa da v\u00edtima. Falei que n\u00e3o podiam fazer justi\u00e7a daquela maneira, ordenei que parassem de matar o infeliz. Amea\u00e7aram-me. Disseram que eu ficasse longe, se tinha amor \u00e0 vida. Investi novamente, gritando mais alto, tentando intimid\u00e1-los. Senti que vinham em cima de mim e recuei. Tive medo das figuras embrutecidas, dos olhares enfurecidos. O menino tentava se levantar e eles o derrubavam. Percebi o frenesi coletivo. Senti-me impotente e voltei para casa. Mais tarde vi a po\u00e7a de sangue e soube que obrigaram o propriet\u00e1rio de um carro a levar o garoto quase morto para o Hospital da Restaura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"m_3882971921054341089gmail-MsoNormalCxSpMiddle\">Ainda\u00a0hoje n\u00e3o compreendi a l\u00f3gica perversa. Sou m\u00e9dico e durante muitos anos trabalhei em emerg\u00eancias p\u00fablicas. Quando tentei evitar a matan\u00e7a, fui recha\u00e7ado. Depois, os assassinos mandaram a v\u00edtima agonizante para ser salva pelos m\u00e9dicos.<\/p>\n<p class=\"m_3882971921054341089gmail-MsoNormalCxSpMiddle\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A vis\u00e3o de um linchamento \u00e9 a mais terr\u00edvel das experi\u00eancias. O impulso de agir em defesa da v\u00edtima, colocando nossa vida em risco, se choca com o nosso instinto de sobreviv\u00eancia. Olhamos um menino sendo morto porque roubou duzentos reais e tentou matar seu perseguidor. Enxergamos apenas que se trata de um menino, que merece prote\u00e7\u00e3o e cuidado. Investimos de encontro \u00e0 turba e no primeiro embate compreendemos que tamb\u00e9m seremos massacrado ou morto. Ningu\u00e9m reconhece ningu\u00e9m em meio ao transe, at\u00e9 os amigos se estranham, h\u00e1 apenas uma for\u00e7a destrutiva movendo as pessoas. Se a raz\u00e3o prevalece sobre o impulso humanit\u00e1rio, o her\u00f3i recua, \u201cfechando a abertura para a consci\u00eancia metaf\u00edsica de que voc\u00ea e o outro s\u00e3o um, de que voc\u00ea \u00e9 dois aspectos de uma s\u00f3 vida\u201d, como afirma Schopenhauer. Mesmo que esta vida seja a de um menino bandido.<\/p>\n<p class=\"m_3882971921054341089gmail-MsoNormalCxSpMiddle\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Deprimi-me e desejei morrer como o chefe cheyenne. Busquei a compreens\u00e3o da sociedade brasileira em que vivo, bem longe na hist\u00f3ria. Na Esparta do s\u00e9culo VII AC existia uma organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e um sistema de educa\u00e7\u00e3o baseados no terror e no controle absoluto do Estado sobre a popula\u00e7\u00e3o. Quando os meninos completavam doze anos eram enviados para o campo, onde deviam sustentar-se por conta pr\u00f3pria e roubar parte de seus alimentos. Caso fossem apanhados nesse ato, eram severamente castigados, n\u00e3o pelo roubo, mas pela demonstra\u00e7\u00e3o de inabilidade. Aos dezessete anos deviam passar por outra prova: de dia espalhavam-se pelos campos, munidos de punhais. \u00c0 noite deviam degolar quantos escravos fossem capazes.<\/p>\n<p class=\"m_3882971921054341089gmail-MsoNormalCxSpMiddle\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Na cidade grega, era a nobreza quem partia para o roubo e o assassinato, a servi\u00e7o do terror do Estado e do controle da popula\u00e7\u00e3o de escravos. Aqui, os jovens pobres assaltam e matam a classe privilegiada mantida sob terror e exterminam a si pr\u00f3prios. Quando falham, s\u00e3o trucidados ou mortos. Em Esparta, os pap\u00e9is sociais eram claramente definidos, constituindo-se verdadeiras castas, sem perspectivas de mobilidade. No Brasil, dizem existir mobilidade social.<\/p>\n<p class=\"m_3882971921054341089gmail-MsoNormalCxSpMiddle\">Mas a nossa democracia de origem ateniense n\u00e3o encontrou sa\u00edda para as desigualdades que geram a fome, a mis\u00e9ria, a falta de educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade, o desemprego e a viol\u00eancia. Os adolescentes que roubam e matam n\u00e3o o fazem por um modelo de educa\u00e7\u00e3o, como em Esparta. Agem pela falta de perspectivas na vida, por serem desagregados sociais sem fam\u00edlia, sem religi\u00e3o e sem cren\u00e7a no Estado. Roubam, matam e morrem sem sentido. E quase ningu\u00e9m os lamenta. A n\u00e3o ser os que ainda sonham com um mundo mais justo e igual.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Num filme que fez sucesso nos anos oitenta,\u00a0Pequeno\u00a0Grande Homem, do diretor Arthur Penn, o chefe cheyenne Velha Pele Curtida decide morrer. Ele sobe uma colina e se deita no ch\u00e3o, esperando a morte. 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